Aprovados novos medicamentos para diabetes, câncer de mama e angioedema

Ainda falta a análise de preços feita pelo CMED
quarta-feira, 11 de março de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Sanofi Medley
Foto: Sanofi Medley

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de três novos medicamentos voltados ao tratamento de doenças graves: diabetes tipo 1, câncer de mama e angioedema hereditário (AEH). As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União na última segunda-feira, 9, e representam novos avanços terapêuticos para pacientes que convivem com essas condições.

Entre os medicamentos aprovados está o Tzield (teplizumabe), indicado para retardar a progressão da diabetes tipo 1. O tratamento é recomendado para adultos e crianças a partir de 8 anos que já estejam no estágio 2 da doença, fase considerada pré-sintomática.

A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune crônica, que costuma surgir ainda na infância ou adolescência. Nela, o próprio sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, hormônio essencial para controlar os níveis de açúcar no sangue. Sem essa produção, o paciente precisa realizar monitoramento frequente da glicose e aplicações diárias de insulina.

Segundo a Anvisa, o Tzield é um imunomodulador desenvolvido para atuar justamente nessa fase inicial da doença. O objetivo do tratamento é retardar a progressão para o estágio 3, momento em que a hiperglicemia se torna evidente e o diagnóstico clínico é confirmado, exigindo o início do tratamento contínuo com insulina.

Ainda na fase pré-sintomática, os pacientes já apresentam autoanticorpos e alterações nos níveis de glicose, mesmo sem sinais clínicos aparentes. A proposta da nova terapia é atrasar o avanço da doença e, consequentemente, postergar a necessidade do tratamento intensivo com insulina.

Outras medicações

Além da medicação voltada para o diabetes tipo 1, a agência reguladora também aprovou o Datroway, indicado para determinados casos de câncer de mama avançado. O medicamento é destinado a pacientes com tumores irressecáveis ou metastáticos, quando o câncer não pode ser totalmente removido por cirurgia ou já se espalhou para outras partes do corpo, com receptor hormonal positivo e HER2 negativo. Esse tratamento é voltado para pacientes que já passaram por terapia endócrina e por pelo menos uma linha de quimioterapia, ampliando as opções terapêuticas em casos mais complexos da doença.

Outro medicamento autorizado é o Andembry (garadacimabe), utilizado na prevenção de crises de angioedema hereditário. Essa é uma doença genética rara caracterizada por episódios recorrentes de inchaço intenso em diferentes partes do corpo, como rosto, extremidades e vias respiratórias, podendo causar dor e dificuldade para realizar atividades do dia a dia.

Estudos clínicos apontam que o tratamento pode reduzir em mais de 80% a frequência das crises em pacientes com a doença, o que representa um avanço significativo no controle do quadro.

Apesar da aprovação pela Anvisa, os medicamentos ainda não estarão disponíveis imediatamente no mercado. O próximo passo é a análise de preços pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), etapa necessária antes da comercialização no país.

(Com informações da Agência Brasil)

 
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