Um eclipse lunar total, popularmente conhecido como “Lua de Sangue”, está previsto para o amanhecer desta terça-feira, 3, às 5h44, mas não poderá ser observado em sua totalidade no Brasil. Às 6h50 está previsto o eclipse parcial, com a sombra mais escura avançando sobre o disco lunar. A fase total está prevista entre 8h04 e 9h02. No entanto, nesse horário a Lua já terá se posto em todo o território brasileiro.
O fenômeno será visível de forma mais privilegiada em partes da Ásia, Austrália e regiões do Oceano Pacífico, enquanto em território brasileiro a observação será parcial e restrita a áreas específicas.
De acordo com o Observatório Nacional, a fase total do eclipse acontecerá quando a Lua já estiver abaixo do horizonte em todo o país. Em 2026, estão previstos quatro eclipses. O primeiro foi registrado em 17 de fevereiro, com um eclipse solar anular.
Para quem não conseguir acompanhar o fenômeno desta terça-feira, será preciso ter paciência. Em 2027 estão previstos três eclipses lunares, todos do tipo penumbral — quando a Lua passa apenas pela parte mais clara da sombra da Terra, resultando em mudanças sutis no brilho.
Em 2028 ocorrerão dois eclipses parciais. Um deles será visível em todo o Brasil, mas com menos de 3% de magnitude, o que significa um escurecimento quase imperceptível. O segundo poderá ser visto apenas em parte do país, com magnitude inferior a 33%. Haverá ainda um eclipse total da Lua neste ano, porém não será visível no Brasil em nenhuma de suas fases.
A próxima oportunidade de acompanhar um eclipse lunar total do início ao fim em território brasileiro será somente na noite de 25 para 26 de junho de 2029. Até lá, os amantes da astronomia terão de se contentar com fenômenos parciais — ou contar com viagens para regiões onde o espetáculo celeste possa ser visto em sua plenitude.
O que é a “Lua de Sangue”
Durante um eclipse lunar total, a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, fazendo com que o satélite natural atravesse a parte mais escura da sombra terrestre, chamada umbra. Nesse momento, a Lua adquire um tom avermelhado característico, fenômeno que deu origem ao apelido “Lua de Sangue”.
A coloração ocorre porque a luz solar, ao atravessar a atmosfera da Terra, sofre dispersão. A luz azul é espalhada, enquanto os tons avermelhados conseguem atravessar e atingir a superfície lunar. O mesmo efeito é observado ao amanhecer e ao entardecer, quando o céu assume tonalidades mais quentes. No auge do fenômeno, a Lua pode parecer menos brilhante e até provocar a impressão de um breve “apagão” no céu.
Quem poderá observar no Brasil
Segundo a Nasa, a totalidade será visível no leste da Ásia e na Austrália, além de regiões do Pacífico e partes da América do Norte, América Central e extremo oeste da América do Sul. No Brasil, a situação será diferente. O eclipse penumbral começa às 5h44 (horário de Brasília), quando a Lua inicia sua entrada na penumbra — fase em que praticamente não há alteração perceptível no brilho.
Moradores da região Norte, especialmente nos estados do Amazonas, Rondônia, Roraima e Acre, terão as melhores condições de observar parte do fenômeno, no horizonte oeste, pouco antes do nascer do Sol. No extremo oeste do país, a Lua poderá atingir cerca de 96% de obscurecimento, percentual bastante próximo da totalidade, mas ainda insuficiente para caracterizar um eclipse total visível. Nas demais regiões brasileiras, a visibilidade tende a ser limitada ou inexistente, dependendo da posição da Lua no momento do evento e das condições climáticas.
Como melhorar a observação
Especialistas recomendam buscar locais com pouca poluição luminosa e horizonte livre de obstáculos, como prédios ou montanhas. O uso de binóculos ou telescópios pode ajudar a destacar detalhes da superfície lunar durante a fase parcial. A previsão do tempo também é fator decisivo: a presença de nuvens pode comprometer completamente a observação.
(Fonte: O Globo e InfoMoney)

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