Em meio à alegria do carnaval nas ruas de Nova Friburgo, onde música e cores tomam conta da paisagem, iniciativas sociais também encontram espaço para fazer a diferença. Uma delas é promovida pelo Instituto Friburgo Solidário, que vai instalar dispositivos para amassar latinhas em pontos estratégicos do centro da cidade, buscando facilitar o trabalho dos catadores durante a festa.
Equipamentos reduzem em até 90% volume a ser transportado
A proposta surgiu da observação direta de quem acompanha a rotina da folia. Segundo Luiz Cláudio Rosa, integrante do projeto, muitos catadores — em especial idosos — enfrentam dificuldades para transportar grandes volumes de material reciclável. “Todos os anos observamos que eles carregam sacos enormes, muitas vezes cheios de latinhas sem amassar. Isso ocupa espaço, dificulta a locomoção e limita a quantidade que conseguem recolher”, relata.
Dificuldades enfrentadas
Além do volume acumulado, outro obstáculo é o deslocamento após o encerramento das atividades. De acordo com o organizador, muitos trabalhadores encerram a coleta entre 22h e meia-noite e encontram empecilhos para retornar para casa com os sacos cheios, principalmente ao utilizar transporte público. O material recolhido costuma ser vendido apenas no dia seguinte, o que prolonga o transtorno logístico.
Como surgiu a ideia
Diante desse cenário, a iniciativa tomou forma a partir de doações de equipamentos. “Conseguimos algumas máquinas que amassam latinhas e decidimos instalá-las para reduzir em até 90% o volume”, explica Luiz Cláudio. Ao todo, seis dispositivos serão disponibilizados: quatro ao longo da Avenida Alberto Braune, até a Prefeitura de Nova Friburgo, e dois na Praça Demerval Barbosa Moreira. A expectativa é ampliar a ação para outros pontos da cidade futuramente.
Impacto social e ambiental
A iniciativa reforça o reconhecimento do papel desempenhado por catadores na cadeia da reciclagem e na preservação ambiental. “Essas pessoas são essenciais para a recuperação do meio ambiente e precisam de apoio”, conclui. Ao unir inclusão social e sustentabilidade, a ação pretende transformar a festa em um espaço não apenas de celebração, mas também de cidadania.
(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim
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