O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer uma nova forma de proteção contra a bronquiolite, uma das principais causas de internação de bebês no Brasil. A partir deste mês, o imunizante Nirsevimabe começou a ser aplicado em bebês prematuros e crianças de até dois anos com condições de saúde que aumentam o risco de quadros graves causados pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Os primeiros lotes da vacina, com quase dois milhões de doses, começaram a ser distribuídos no final do ano passado para estados e municípios pelo Ministério da Saúde. Nova Friburgo, no entanto, não recebeu remessa de doses.
O VSR é responsável pela maioria dos casos de bronquiolite e por uma parte significativa das pneumonias em crianças pequenas. A infecção costuma se intensificar nos primeiros meses do ano e pode evoluir rapidamente, principalmente em bebês que nasceram antes do tempo ou que têm problemas cardíacos, pulmonares ou imunológicos.
De acordo com dados, no ano passado, até 22 de novembro, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por VSR. Desses casos, a maior concentração de hospitalizações ocorreu em crianças com menos de dois anos de idade, totalizando mais de 35,5 mil ocorrências, o que representa 82,5% do total de casos de SRAG por VSR no período.
Especialistas ressaltam que não existe tratamento específico para a bronquiolite, apenas cuidados de suporte, como oxigênio e hidratação. Por isso, a prevenção se torna fundamental, especialmente em períodos de maior circulação de vírus respiratórios, quando os hospitais costumam registrar aumento na procura por atendimento pediátrico.
A nova medida se soma a outras ações do SUS voltadas à saúde infantil, como a vacinação de gestantes a partir da 28ª semana de gestação, que também contribui para proteger os recém-nascidos nos primeiros meses de vida.
Como funciona
Diferente das vacinas tradicionais, o Nirsevimabe é um anticorpo monoclonal, que oferece proteção imediata após a aplicação. Com apenas uma dose, o bebê fica protegido por cerca de seis meses, período considerado crítico para a circulação do vírus. A estratégia tem como objetivo reduzir internações, complicações respiratórias e mortes evitáveis na primeira infância.
A aplicação faz parte de uma política nacional de prevenção e prioriza grupos mais vulneráveis, como prematuros, crianças com cardiopatias congênitas, doenças pulmonares crônicas, imunodeficiências, síndrome de Down e outras comorbidades. A distribuição do imunizante já começou em todo o país, com foco nas maternidades e unidades de saúde que atendem esses públicos.
Com informações da Agência Brasil e portal Gov.br

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