O verão começa oficialmente neste domingo, 21 de dezembro, às 12h03 (horário de Brasília), trazendo um cenário climático considerado atípico para grande parte do Brasil. Diferente de outros anos, a estação mais quente do ano se inicia sem a atuação direta dos fenômenos El Niño e La Niña, o que coloca o país em uma condição de neutralidade climática no Oceano Pacífico.
No estado do Rio de Janeiro, o início do verão exige atenção especial, sobretudo na Região Serrana População deve redobrar atenção especialmente em áreas de risco em cidades montanhosas
Ainda assim, especialistas alertam que o período será marcado por temperaturas acima da média, chuvas irregulares e a ocorrência de veranicos, períodos prolongados de tempo seco em pleno verão.
De acordo com a Climatempo, o comportamento do clima ao longo da estação será influenciado principalmente por sistemas atmosféricos regionais, com destaque para a Alta Pressão Subtropical do Atlântico Sul (ASAS).
Esse sistema, que atua ao longo de todo o ano, tende a se aproximar do continente durante o verão, dificultando a formação de nuvens carregadas e reduzindo o volume de chuvas em áreas do Sudeste, parte do Centro-Oeste e do Nordeste.
No estado do Rio de Janeiro, o início do verão exige atenção especial, sobretudo em regiões serranas como Nova Friburgo, onde o relevo acidentado, aliado a pancadas de chuva concentradas e ao calor, costuma aumentar o risco de deslizamentos, enxurradas e outros transtornos associados às condições meteorológicas.
Verão mais quente e chuvas mal distribuídas
A estação se estenderá até às 11h45 do dia 21 de março de 2026. Tradicionalmente caracterizado por dias mais longos, noites mais curtas e mudanças rápidas no tempo, o verão deste ano deve apresentar chuvas ligeiramente abaixo da média histórica em grande parte do país, ao mesmo tempo em que as temperaturas devem permanecer acima do normal.
Meteorologistas explicam que, embora o volume total de chuva possa ser menor, isso não elimina o risco de temporais. Pelo contrário: as precipitações tendem a ocorrer de forma mal distribuída, concentradas em curtos períodos, o que favorece alagamentos pontuais, quedas de árvores e transtornos urbanos.
Entre os principais efeitos da atuação da ASAS estão o aumento da temperatura média, maior frequência de veranicos e a possibilidade de ondas de calor, especialmente nos meses de janeiro e fevereiro. Ainda assim, esses meses devem registrar episódios de chuva intensa em todas as regiões do país, embora de maneira irregular. Para março, a expectativa é de maior regularidade das precipitações, marcando uma transição gradual para o outono.
Impactos no estado do Rio
No Rio de Janeiro, a previsão indica um verão predominantemente quente, com períodos de tempo mais seco intercalados por pancadas de chuva, principalmente durante as tardes e noites. Informações da Secretaria de Estado de Defesa Civil (Sedec-RJ) e do Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden-RJ) apontam que áreas de instabilidade devem se formar com frequência nos próximos dias, em razão da convergência de umidade e do aquecimento diurno.
Para este sábado, 20, a previsão é de céu nublado, com pancadas de chuva moderada à tarde e temperaturas variando entre 15°C e 32°C. No domingo, 21, o tempo tende a ficar mais aberto, com sol entre poucas nuvens e possibilidade de chuva fraca e isolada no período da tarde, com máxima prevista de até 34°C.
Já na segunda-feira, 22, o céu deve variar entre claro e parcialmente nublado, sem previsão de chuva significativa, e temperaturas que podem chegar a 36°C em algumas regiões do estado.
A Defesa Civil Estadual informa que há registros de chuva fraca a moderada em diversas regiões, incluindo a Região Serrana. Permanecem ativos alertas de risco geológico moderado para municípios como Petrópolis, reforçando a necessidade de atenção por parte da população, especialmente em áreas de encosta.
Atenção redobrada
Em Nova Friburgo, o verão começa com variação de nebulosidade e possibilidade de pancadas rápidas de chuva, típicas da estação. Para este sábado, 20, a previsão indica sol com algumas nuvens e ocorrência de chuva rápida durante o dia e à noite, com temperaturas variando entre 16°C e 22°C. No domingo, 21, o sol aparece entre muitas nuvens, com pancadas de chuva à tarde, enquanto a noite deve ser de tempo firme.
Na segunda-feira,22, o céu segue com algumas nuvens durante o dia e aumento da nebulosidade à noite, sem previsão de chuva. As autoridades municipais e estaduais reforçam a importância de a população acompanhar os alertas meteorológicos e seguir as orientações da Defesa Civil, principalmente durante episódios de chuva mais intensa ou calor extremo. Em áreas consideradas de risco, a atenção deve ser redobrada.
Perspectivas para 2026
O início de 2026 ainda pode sofrer alguma influência residual do fenômeno La Niña, embora a tendência seja de transição para um cenário de neutralidade climática no Pacífico ao longo do primeiro trimestre do ano. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), há cerca de 55% de chance de que o La Niña ainda influencie o clima global entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026.
No Brasil, historicamente, esse padrão favorece mais chuvas na Região Norte e em parte do Nordeste, enquanto o Sul tende a registrar volumes abaixo da média. No Sudeste, incluindo o estado do Rio de Janeiro, o comportamento do clima dependerá cada vez mais da atuação de sistemas regionais e de eventos extremos de curta duração.
Diante desse cenário, especialistas recomendam atenção constante às atualizações meteorológicas ao longo de todo o verão, destacando que, mesmo em períodos de estiagem, o risco de temporais isolados permanece elevado.
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