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Seis meses com Leão XIV

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Última parte
Testemunhar a paz. Após fazer essa declaração em sua primeira saudação no dia de sua eleição, o Papa Leão XIV falou inúmeras vezes sobre a paz, convidando os cristãos a testemunhá-la concretamente: "A não violência, como método e estilo, deve distinguir nossas decisões, nossas relações, nossas ações", disse o pontífice aos movimentos e associações da Arena della Pace, em 30 de maio.
Ao mesmo tempo, o Sucessor de Pedro se manifestou várias vezes contra o rearmamento, como fez ao final da audiência de 18 de junho: "Não devemos nos acostumar com a guerra! De fato, devemos rejeitar como uma tentação o fascínio de armamentos poderosos e sofisticados." Em 26 de junho, Leão XIV, ao receber os participantes da Roaco, a Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais, disse: “Como crer, depois de séculos de história, que as ações bélicas trazem a paz e não se volta contra quem as praticaram? (...) Como continuar traindo o desejo de paz dos povos com falsa propaganda de rearmamento, na vã ilusão de que a supremacia resolve os problemas em vez de alimentar o ódio e a vingança?
As pessoas estão cada vez menos inconscientes da quantidade de dinheiro que vai para os bolsos dos mercadores da morte e com a qual se poderiam construir hospitais e escolas; e, em vez disso, se destroem os que já foram construídos!”
O desarmamento pedido pelo Bispo de Roma diz respeito tanto aos líderes das nações, para que não voltem a riqueza "contra o homem, transformando-a em armas que destroem povos e em monopólios que humilham os trabalhadores" (homilia de domingo, 21 de setembro, na paróquia de Santa Ana, no Vaticano), quanto a cada um de nós, porque o convite de Jesus é para desarmar a mão, mas antes de tudo o coração.
Na conclusão da Vigília Mariana pela Paz, no último dia 11 de outubro, o Papa Leão XIV afirmou: "Guarda a tua espada é uma palavra dirigida aos poderosos do mundo, àqueles que guiam os destinos dos povos: tenham a audácia de desarmar. É dirigida também a cada um de nós, para nos conscientizar cada vez mais de que por nenhuma ideia, fé ou política podemos matar. O coração deve ser desarmado primeiro, porque se não houver paz dentro de nós, não daremos paz."
Amor aos pobres
Em sua primeira exortação apostólica, publicada em 9 de outubro, o Papa Leão XIV explicou que, ao ajudar os que sofrem, “não estamos no horizonte da beneficência, mas da Revelação: o contato com quem não tem poder nem grandeza é um modo fundamental de encontro com o Senhor da história”. O amor aos pobres não é um “caminho opcional”, mas representa “o critério do culto verdadeiro”.
Ao se encontrar com os núncios apostólicos em 10 de junho de 2025, o Papa disse: “Conto com vocês para que nos países onde vivem, todos saibam que a Igreja está sempre pronta a tudo por amor, que está sempre ao lado dos últimos, dos pobres”. Em 13 de julho, em Castel Gandolfo, ele exortou, seguindo o exemplo do Bom Samaritano, a não "passarmos por cima", mas a deixarmos "transpassar o coração" por "todos aqueles que afundam no mal, no sofrimento e na pobreza", por "tantos povos despossuídos, roubados e saqueados, vítimas de sistemas políticos opressivos, de uma economia que os força à pobreza, da guerra que mata seus sonhos e suas vidas".
No Jubileu dos Trabalhadores da Justiça, em 20 de setembro, o Papa convidou a não desviar o olhar da "realidade de tantos países e povos que têm fome e sede de justiça, porque suas condições de vida são tão iníquas e desumanas a ponto de serem inaceitáveis", lembrando que "um Estado em que não há justiça não é um Estado". Em discurso aos Movimentos Populares em 23 de outubro de 2025, o Sucessor de Pedro lembrou que "a exclusão é a nova face da injustiça social. A distância entre uma "'pequena minoria' — 1% da população — e a vasta maioria aumentou drasticamente. (...) Como Bispo do Peru, alegro-me por ter vivido uma Igreja que acompanha as pessoas em suas tristezas, suas alegrias, suas lutas e suas esperanças."
Migrantes, nossos irmãos
Leão XIV, em sua homilia para o Jubileu do Mundo Missionário e dos Migrantes, em 5 de outubro, falou da "história de tantos de nossos irmãos migrantes" que "não podem e não devem encontrar a frieza da indiferença ou o estigma da discriminação!" Em seu discurso aos Movimentos Populares, em 23 de outubro, abordou a questão da segurança: "Com o abuso de migrantes vulneráveis, não estamos assistindo o exercício legítimo da soberania nacional, mas sim a graves crimes cometidos ou tolerados pelo Estado.
Medidas cada vez mais desumanas — até mesmo politicamente celebradas — estão sendo adotadas para tratar esses 'indesejáveis' como se fossem lixo e não seres humanos. O cristianismo, por outro lado, remete ao Deus do amor, que nos faz a todos irmãos e irmãs e nos pede que vivamos como irmãos e irmãs."
Fonte: Vatican News

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