A Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap) anunciou a implantação de uma tecnologia avançada para bloquear sinais de telefonia móvel, Wi-Fi e drones em unidades prisionais e hospitalares do sistema penitenciário. A medida tem como objetivo dificultar a comunicação clandestina que fortalece o crime organizado dentro das cadeias.
“Com esse investimento, reafirmamos o compromisso com o fortalecimento da segurança pública, aliando tecnologia e gestão no enfrentamento ao crime organizado, impedindo que presos mantenham contato com o mundo externo para articular crimes”, afirmou o governador Cláudio Castro.
Alta tecnologia
Segundo a secretária de Administração Penitenciária, Maria Rosa Nebel, a tecnologia adquirida é capaz de bloquear os sinais sem afetar áreas vizinhas, já que os complexos prisionais do Rio estão localizados em zonas urbanas. “Fomos atrás do que há de mais moderno nesse tipo de tecnologia, de forma que o bloqueio só aconteça dentro das unidades prisionais”, destacou.
O sistema utiliza jammers de última geração e antenas direcionais que criam uma barreira de interferência controlada, garantindo que celulares, redes Wi-Fi e até drones não possam ser usados para comunicação clandestina nos presídios.
Licitação e cronograma
A contratação foi feita por meio de licitação pública, dividida em cinco lotes regionais. A empresa IMC Tecnologia venceu todos os lotes com a melhor proposta entre as concorrentes. Com a publicação do contrato no Diário Oficial na terça-feira, 2, a Seap emitiu a ordem de serviço. A empresa terá até dez dias úteis para iniciar os trabalhos, com prazo de até 45 dias por unidade ou 60 dias em caso de três instalações simultâneas.

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