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Elizabeth Souza Cruz
Surpresas de Viagem
A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.
Como de costume, o Caderno Z me trouxe boas lembranças da nossa casa de infância, onde tudo o que se sabia do mundo vinha do rádio, dos jornais, das revistas e dos livros. Nem tinha TV ainda em casa. Papai e mamãe eram dois estudiosos, autodidatas e passavam, adiante, esse gosto pelo estudo. Eu e meu irmão adorávamos nosso ambiente de “janelas para o mundo”. Papai era o rei das novidades e amava os mapas. Era assim o nosso Google: um enorme mapa-múndi sobre a mesa e tínhamos o mundo nas mãos. Os oceanos, continentes, países, tudo nos era fácil de aprender, prazeroso, inclusive.
E é exatamente isso que a jornalista, Maria Prata, está tentando fazer para tornar o mundo de suas filhas mais real, mais empolgante do que o mundo virtual. A comunicadora voltou a ler jornal impresso e, durante a leitura, as filhas se interessam em saber a razão das notícias, das fotos, perguntam, opinam e tudo fica mais intenso, porque é uma interação instantânea, presencial. E Maria Prata pergunta: “Você assina jornal digital ou impresso?”.
De minha parte, recebo o Jornal A VOZ DA SERRA, impresso, todos os dias, na caixinha de correio, em meu portão. Sou suspeita, mas adoro esse jornal impresso. Gosto do cheiro de folha nova, gosto de revirar as páginas, de ler aqui e acolá, e até de trás pra frente. Na verdade, é companhia, ao vivo, na mesa da sala de refeições e tem sempre alguém parando para checar as novidades. Faz parte da gente, é da família.
Contudo, sabemos que esse confronto – digital ou impresso – exige um esforço mil vezes maior do que aquele dos tempos da TV, quando somente os adultos podiam ligar o aparelho. Criança não “metia o dedo onde não era chamada”. Criança de hoje já nasce “dentro” da tecnologia e ela se desenvolve vendo os pais manejando o celular. Em pouco tempo, ela também quer mexer no aparelho, pois, se os pais usam é porque deve ser bom. Como bem disse a professora Inahiara Menezes: “A tecnologia existe e é um fato inegável, mas pode ser de grande valia se bem utilizada. Eis a questão: não vejo necessidade de proibição. Vejo a necessidade urgente de colocarmos regras nesse uso”. A realidade está aí afrontando as convenções. Porém, uma coisa é certa: até para combater o uso excessivo da virtualidade, precisamos desse uso para combatê-la. Incrível!
Um assunto puxa o outro e já estamos no campo da “linha tênue entre trabalho e descanso, tratando da fadiga do século 21 que é cognitiva, emocional e estrutural. Entre as dicas contra a exaustão destacamos: “Encontre momentos de descanso sem estímulos visuais, mesmo que não durma. Descansar sem telas também é restaurador”. Outra coisa que precisamos aprender: “Não preencha todos os espaços vazios do dia. O tédio também tem valor regenerativo”. Só fazendo pausas para pensar é que pensamos melhor.
Ainda falando em trabalho, o Facebook e o Instagram estão proibidos de “veicular produções infantis sem autorização judicial”. Tal decisão prevê até multa caso a exposição da criança ou do adolescente venha a gerar lucro sem que haja avaliação judicial. Realmente, o que se nota na internet são crianças já “mostrando seu trabalho”. Existe uma contradição, pois se os pais colocam sua criança para ajudar em atividades rurais, por exemplo, isso é combatido como “exploração de trabalho infantil”.
Em “Sociais”, a coluna está plena de ilustres. Na quinta-feira, 28, o senhor Fernando Souza festejou seus 90 anos, ao lado de familiares e amigos. Apaixonado por bicicletas, seu Fernando é leitor ferrenho de A VOZ DA SERRA e é pai de Alexandre Tadeu e do nosso chargista, Antonio Silvério. Noras e netos fizeram o coro de feliz aniversário. Em 1º de setembro, Rogério Faria, da Stam e Roosevelt Carvalho festejam suas primaveras. São pessoas queridas e destaques em Nova Friburgo. Parabéns a todos.
Bonita homenagem de A VOZ DA SERRA ao pianista Miguel Proença. Entre os depoimentos, Henrique Cordeiro destacou: “Miguel Proença foi um ser humano próximo do Perfeito. Amigo, humano, artista, apaixonado, talentoso, competente, alegre, festeiro, profissional, simples, complexo, singular, plural e muito mais...”. Singularmente, perfeito!

Elizabeth Souza Cruz
Surpresas de Viagem
A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.
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