Estado adota novas medidas para tentar conter avanço da pandemia

Superlotação em hospitais da capital pode fazer com que unidades de saúde friburguenses absorvam demanda de pacientes
quinta-feira, 26 de novembro de 2020
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)
Estado adota novas medidas para tentar conter avanço da pandemia

O governador em exercício Cláudio Castro anunciou na última terça-feira, 24, novas medidas para prevenir o avanço da Covid-19 no Estado do Rio de Janeiro. Segundo ele, estarão disponíveis para a população, em breve, 214 leitos na capital, testagem em massa e diagnósticos precoce, com exames de PCR e de imagem. As ações – que terão duração, a princípio de 15 dias – foram discutidas em reuniões com profissionais de saúde, prefeitos da Região Metropolitana e representantes de diversos setores da economia, como comércio, transporte, turismo e cultura. 

Durante uma entrevista coletiva no Palácio Guanabara, Castro ressaltou ainda a importância da participação da população fluminense no combate e prevenção à doença para que o Rio de Janeiro não precise adotar ações mais restritivas. Há a expectativa que as demais regiões, incluindo a Região Serrana, seja contempladas com essas medidas.    “Com o aumento dos indicadores da doença, me reuni com representantes da sociedade civil e de prefeituras da Região Metropolitana para estabelecer todas as medidas em conjunto. Firmamos um pacto para que não precisemos parar o Rio de Janeiro e vamos ser mais rigorosos em relação às prevenções como distanciamento social, uso de máscaras e aglomeração de pessoas. Precisamos nos unir para termos resultados positivos”, disse o governador em exercício.

Cláudio Castro ressaltou que o Rio de Janeiro ainda não enfrenta uma segunda onda da doença, mas que o Governo do Estado já está tomando todas as precauções em parceria com o Governo Federal e os municípios. Segundo o governador, a curva da doença é acompanhada diariamente pela Subsecretaria Extraordinária de Covid-19, da Secretaria estadual de Saúde, e as medidas anunciadas esta semana serão avaliadas ao longo dos próximos 15 dias.

“Contamos com a ajuda de empresários, dos shoppings, restaurantes e equipamentos de cultura, que vão aumentar os cuidados de higiene. Não podemos nos descuidar até que a vacina chegue. É importante deixar claro que estamos sempre monitorando os casos e vamos informar a população sobre as ações. Não haverá falta de transparência. O mais importante é garantir a segurança das pessoas e salvar vidas”, destacou Castro.

Novos leitos

Os novos leitos foram distribuídos nas seguintes unidades, em parceria com o Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde da capital: Hospital Estadual Anchieta (25 leitos); Hospital Universitário Pedro Ernesto (45); Hospital São Francisco na Providência de Deus (60); Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (25); Hospital Universitário Graffrée e Guinle (13); Instituto Nacional de Infectologia da Fundação Oswaldo Cruz (36); e Hospital Estadual São Sebastião (10). A previsão é de que mais 400 leitos sejam disponibilizados nos próximos dias.

A partir do dia 7 de dezembro, serão suspensas as cirurgias eletivas nos hospitais de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio de Janeiro. No entanto, serão mantidas todas as cirurgias eletivas de alta complexidade, como oncologia, bariátrica, vasculares, ortopédicas e neurológicas. “Vamos acompanhar a regulação e, dessa forma, providenciar mais leitos. Nós estamos fazendo tudo em comum acordo com os órgãos de controle. Vamos seguir protocolos para o atendimento do paciente, de acordo com a faixa etária, possíveis comorbidades e segundo as necessidades de cada um. Todas as nossas decisões serão reavaliadas em encontros semanais”, afirmou o secretário de Saúde, Carlos Alberto Chaves.

Com hospitais lotados, Rio volta a ter fila para internações

Segundo o site G1, acabaram as vagas de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados a pacientes com coronavírus no Rio de Janeiro. Na última quarta-feira, 25, o número de pacientes que precisam de leitos de UTI de Covid-19 já é maior do que o número de vagas nos hospitais públicos da capital. Ainda de acordo com o portal de notícias, alguns pacientes chegam a esperar mais de 15 dias por uma transferência, sem o atendimento adequado. 

Na manhã de ontem, 25, por exemplo, 86 pacientes precisavam de terapia intensiva, mas só 37 leitos na cidade do Rio estavam livres. A prefeitura carioca informou que suspendeu as cirurgias eletivas na rede municipal, e que essa semana abriu mais 20 leitos de Covid-19. Com a superlotação nas unidades, caso haja a necessidade, há a possibilidade desses pacientes serem realocados em cidades vizinhas e Nova Friburgo pode ser um dos destinos, já que em ocasiões anteriores, quando houve a necessidade, o município absorveu a demanda. 

 

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