O que podemos fazer

Massimo

Massimo

Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

sábado, 28 de março de 2020

Para pensar:

“Estamos todos no mesmo barco. Todos.”

Papa Francisco

Para refletir:

“Ninguém se salva sozinho.”

Papa Francisco

O que podemos fazer

A correria a cada vez que são disponibilizadas novas doses de vacina contra a Influenza e a circulação a todo momento de informações falsas que prometem resultados milagrosos no combate ao novo coronavírus não deixam dúvidas de que existe, entre a população, o forte desejo de atuar no sentido de aumentar a proteção individual e coletiva.

Essa constatação é evidentemente positiva, mas demanda informações de qualidade e também serenidade, para que não se perca a dimensão de que recursos devem ser divididos e utilizados com parcimônia, uma vez que nossa segurança depende da do vizinho, e vice-versa.

O que podemos fazer (2)

A essa altura a população já está familiarizada com os protocolos do isolamento social, da higienização e dos chamados cuidados de etiqueta, como as formas mais seguras de tossir, espirrar ou mesmo cumprimentar outras pessoas.

Mas, será que existem outras medidas ou outros hábitos que possam reforçar a proteção pessoal e coletiva?

Com base nas informações que vêm sendo acumuladas nos meses mais recentes, a comunidade científica começa a levantar sim algumas possibilidades a esse respeito.

Alimentação saudável

Renato Sippli de Moraes, respeitado nutricionista friburguense, dividiu com o colunista alguns apontamentos a partir de recente estudo publicado pela Universidade de Turim que indica um contingente significativo de pessoas com carência de vitamina D entre a população mais atingida pela Covid-19.

Evidentemente são estudos preliminares, mas que sugerem o efeito positivo de alguns velhos hábitos para fortalecer o sistema imunológico.

Preparar o corpo

“Dados epidemiológicos sugerem que, mais cedo ou mais tarde, todos nós seremos expostos ao novo coronavírus, assim como não conseguimos fugir a vida inteira da gripe comum e de outros vírus espalhados pelo mundo.

No entanto, estudos já mostram que pelo menos 2/3 das pessoas que contraem o novo coronavírus são assintomáticas, e isso provavelmente ocorre porque essas pessoas contam com um sistema imunológico mais bem preparado do que as que estão no grupo de risco. É importante, portanto, cuidar para que nosso organismo esteja pronto para responder da melhor forma possível em caso de contaminação.”

Frutas e legumes

“Para um sistema imunológico fortalecido, alguns aspectos são fundamentais: sono de qualidade, prática regular de atividade física, redução de estresse crônico, não fumar, e é claro, uma alimentação saudável.

É importante aumentar o consumo de frutas e verduras de forma geral. Recomendada-se o consumo de três porções de frutas distribuídas ao longo do dia, e deve-se dar preferência às que são ricas em vitamina C (acerola, goiaba, laranja, limão, kiwi). Além de vitaminas e minerais, frutas e verduras são ricas em polifenóis e fibras, indispensáveis para saúde imunológica e intestinal.”

Vitamina D

“Outra substância de fundamental importância para melhora da imunidade é a vitamina D, sintetizada principalmente pela exposição ao sol. Um estudo da Universidade de Turim publicado nesta semana relacionou os casos mais graves de Covid-19 à deficiência de vitamina D.

Assim, devemos nos expor ao sol por pelo menos 30 minutos diários, e, caso isso não seja possível, pode-se fazer a suplementação de vitamina D3. Uma dose de 5.000 U.I por dia até o final do inverno é suficiente para elevar a vitamina D sanguínea a níveis ótimos na maioria das pessoas.”

Zinco e selênio

“Assim como a vitamina D, outros nutrientes que a população costuma apresentar deficiência e que são indispensáveis para um sistema imune forte são zinco e selênio. Por isso devemos consumir oleaginosas (castanhas do Pará e de caju, amêndoas e nozes) frequentemente. Outros alimentos que podemos usar diariamente para fortalecer nosso sistema imunológico são: alho, cebola, aveia, gengibre, cúrcuma, cogumelos, mel e própolis em gotas (que podemos diluir em sucos ou em água). Os menos conhecidos kefir e kombucha, que são fontes de probióticos, também são de grande importância.”

Dietas

“Evidentemente essas são sugestões genéricas, somente consultas regulares a médicos ou nutricionistas poderão indicar carências e específicidades de cada indivíduo. Em alguns casos, por exemplo, a suplementação torna-se necessária. Zinco, ferro, magnésio, equinácia, probióticos, ômega 3, chlorella, N-acetil cisteína e glutamina são alguns dos principais suplementos voltados para imunidade e prevenção.

E é bom reforçar que este não é um bom momento para dietas restritivas. Dietas pobres em carboidratos e gorduras de boa qualidade normalmente baixam a imunidade.”

Gratidão

A coluna agradece ao nutricionista Renato Sippli pelas orientações, e tentará, dentro do possível, abrir espaço para atualizações científicas confiáveis que possam ser de interesse de nossa população, à medida que elas sejam publicadas.

Digitalização

Conforme a coluna já antecipou algumas vezes, está prevista para a próxima terça-feira, 31, a licitação para a digitalização de nossa rede municipal de saúde pública.

A conclusão deste processo é de grande importância para elevar a eficiência de nosso sistema, não apenas em termos econômicos, mas também dos serviços prestados à população.

A coluna aguarda os acontecimentos, esperando que os friburguenses sejam devidamente informados sobre todas as etapas de algo que nos interessa tanto, sob tantos aspectos.

Juntos

A imagem do Papa Francisco atravessando sozinho, debaixo de chuva, parte da Praça São Pedro nesta sexta-feira, 27, é, desde já, uma das mais icônicas produzidas neste século.

Aos leitores de todos os credos e religiões - ou de nenhuma delas - o colunista agradece pela parceria de sempre e deseja muita paz e proteção.

Foto da galeria
(Foto: Guglielmo Mangiapane/Reuters)
Publicidade
TAGS:

Massimo

Massimo

Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.