Cenário eleitoral

Massimo

Massimo

Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Para pensar:
"Viver feliz não é mais do que viver com honestidade e retidão.”
Cícero

Para refletir:
“Acredita no experimentado.”
Virgílio

Cenário eleitoral

Já era madrugada de quinta-feira, 28, quando o colunista recebeu uma nota conjunta bastante surpreendente em relação ao nosso cenário eleitoral.

“O PSB, dos vereadores Zezinho do Caminhão e Professor Pierre, e o Solidariedade, juntamente com pré-candidatos a vereador, apoiam Ricardo Figueira e Roberto Wermelinger, em decisão futura, até as convenções partidárias, como pré-candidatos a prefeito de Nova Friburgo. Aproveitamos a oportunidade para ressaltar a importância do isolamento social para conter a pandemia da Covid-19 e preservar vidas.”

Vai mudar

O leitor deve se lembrar que a coluna adotou como filtro, após experiências desagradáveis em 2016, publicar apenas informações respaldadas por posicionamentos partidários, e essa nota evidentemente preenche tal requisito.

Ainda assim, o colunista custa e muito a acreditar que no frigir dos ovos a mesma parcela do eleitorado venha a ser dividida por quatro chapas concorrentes, com pequenas margens de interseção à esquerda e a direita com outras mais.

Não dá. É inviável…

Fase atual

Naturalmente isso não significa dizer que a chapa citada acima não possa se consolidar, mas sim que nem todas as que estão lutando por uma chance de concorrer chegarão ao grid de largada.

Algumas fusões não são apenas esperadas, mas necessárias.

O que está em disputa agora é quem irá absorver quem.

E a que custo.

Perigo na esquina

De fato, o momento demanda engajamento por parte da população, e interesse por se informar através de vias confiáveis.

O grande número de grupos na disputa pela cadeira número um do Palácio Barão de Nova Friburgo deve fazer com o que o próximo prefeito seja eleito com votação muito baixa, provavelmente menos de 25 mil votos.

E há, entre esses grupos, alguns com histórico bastante delicado, que certamente hão de investir pesado em aparatos de distorção e desinformação.

Não é, portanto, hora de sair acreditando e compartilhando sem checar informações.

Sinais

Um dos sinais a se observar é, por exemplo, quando um político afirma ter convidado toda a imprensa para determinada cobertura, mas na prática escolheu os veículos com os quais entrou em contato.

Por que fazer isso?

Quais os critérios?

Algo relacionado à linha editorial de cada um?

Estas são questões a se avaliar com atenção, não?

Absurdo

Conforme a coluna já registrou anteriormente, o vereador Professor Pierre tem dado prosseguimento a diversos processos fiscalizatórios de grande relevância nos últimos tempos, e naturalmente isso não se alterou em período de quarentena.

Todavia, as sessões remotas da Câmara Municipal podiam deliberar apenas sobre pautas restritas a questões emergenciais ou de combate à Covid-19, de tal forma que muitos dos questionamentos foram encaminhados via ofício, diretamente, e não sob forma de requerimento de informações.

Desculpa

Na prática, não deveria mudar nada.

Qualquer cidadão tem assegurado o direito de acesso a informação, tanto mais um vereador que tem o poder/dever de fiscalizar.

Simplesmente, em vez de ser um questionamento de todo o Legislativo, passa a ser o questionamento de um vereador.

Ademais, qualquer governo verdadeiramente comprometido com a transparência jamais faria qualquer distinção a esse respeito.

Mas, de novo, não foi o nosso caso.

Prioridades

Em vez de dar “explicações acerca do ato que ensejou o pagamento direto ao Instituto Unir e não aos credores, e por que razão foi tomado conscientemente se viria a ensejar implicações graves e danosas como a que se apresenta”, a Procuradoria-Geral do Município achou mais oportuno gastar tempo e energia elaborando um parecer absolutamente frágil e discutível com base no Regimento Interno da Câmara - que o vereador em questão conhece melhor do que ninguém, dado que foi seu relator - a fim de argumentar que só se sente obrigada a responder a requerimentos de informações.

Indignidade

Aí o Palácio Barão de Nova Friburgo vai ter que perdoar a sinceridade deste colunista ao perguntar ao leitor: isso por acaso é postura de governo que se dê ao respeito?

Isso lá é postura de governo digno?

Será que ainda não se dão conta da seriedade das questões que estão sendo levantadas, e do quanto um governo que eventualmente não tenha agido com dolo deveria estar empenhado em esclarecer cada vírgula deste episódio que vem causando enormes transtornos a trabalhadores que deveriam ser representados e protegidos por quem os governa?

Descrédito

É por essas e muitas outras que a atual gestão municipal caiu em absoluto descrédito junto a este colunista.

E qual a consequência óbvia disso tudo?

Mais uma representação já foi protocolada no Ministério Público Estadual, e logo será comunicada também ao Federal.

Situação gravíssima, com potencial para gerar consequências pesadas ao governo.

Mais uma.

Aspas

“Os teores dos ofícios legislativos tratam, dentre outros assuntos, de: ordem cronológica de pagamentos de precatórios e se houve pagamentos; assuntos recentemente comunicados ao 7º Juízo Federal Criminal do Rio de Janeiro e ao MPF e à PF no âmbito da Operação Lava Jato, alçados inclusive ao STJ, que envolvem verbas multimilionárias; instituto do concurso público, também em descumprimento ao artigo 102 da Lei Orgânica Municipal”, e outros que a coluna entende ainda não ser oportuno divulgar.

Sem recuo

Ora, o colunista não pode falar pelos leitores. Mas, na condição de cidadão, não abre mão de ter todas as informações possíveis sobre todos estes tópicos.

De sua parte, portanto, a coluna continua mantendo espaço aberto para publicar cada uma das perguntas que qualquer governo não responda a qualquer vereador.

Porque em relação aos níveis de transparência, caríssimos, a filosofia é a de nenhum passo atrás.

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