Inflação e deflação: conhece estes conceitos?

Gabriel Alves

Educação Financeira

CEO da empresa Delta, de consultoria, Gabriel escreve sobre economia e finanças e dá dicas de inteligência no gerenciamento de gastos e de como conquistar o equilíbrio entre desejo de aquisições e controle emocional para otimizar as despesas.

sexta-feira, 09 de outubro de 2020

O estudo econômico traz muitos termos específicos e alguns podem até ter maior grau de complexidade. Contudo, é fundamental ter o conhecimento de conceitos cotidianos para fazer parte dos sistemas financeiro e econômico de forma integrada e consciente através do estudo da educação financeira. Vamos às definições:

Inflação é o aumento dos preços de bens e serviços. Basicamente o impacto direto nas suas finanças é a redução do poder de compra do seu dinheiro com o passar do tempo: R$ 100 hoje valem menos que R$ 100 há cinco anos, por exemplo.

Deflação, por outro lado, é a diminuição dos preços de bens e serviços. Por não fazer parte do cotidiano de uma economia emergente como a nossa, a deflação é pouco considerada – apesar de ser comum identificá-la em algumas situações atípicas, como os meses de abril e maio de 2020 quando o IPCA bateu a marca de - 0,31% e - 0,38%, respectivamente. Dessa vez, o impacto direto nas suas finanças é o aumento do poder de compra do seu dinheiro com o passar do tempo: R$ 100 no final de maio valiam mais que no final de março.

Pois bem, falamos sobre IPCA (e já escrevi muito sobre este índice nesta coluna; faz parte do dia a dia financeiro), mas o que é este indicador? No estudo da economia, não há um cálculo que defina com exatidão a inflação, mas indicadores como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (índice oficial do governo, calculado pelo IBGE) ou o Índice Geral de Preços de Mercado (IGPM) fazem seu papel ao evidenciar os parâmetros de inflação.

Contudo, vale ressaltar, inflação é um objetivo econômico e por isso existe a tão comentada taxa Selic (na verdade, quando falamos em COPOM e Selic, estamos falando sobre a Meta Selic: basicamente, um objetivo de inflação). De acordo com a ideia macroeconômica – considerada uma visão ultrapassada do ponto de vista de alguns especialistas –, a inflação é essencial para manter o consumo e, com isso, a estabilidade econômica de uma nação.

Pronto, definimos os termos (inflação e deflação) e vimos alguns conceitos essenciais antes de entendermos as causas destes acontecimentos. Vamos ao próximo passo. São muitas as causas de inflação e desinflação, mas vamos nos restringir ao caso clássico de oferta e demanda: qualquer descontrole do equilíbrio de preços pode ser causado pela lei de oferta e demanda.

Conforme a demanda por um produto aumenta, a sua oferta precisa, necessariamente, aumentar para manter o preço de equilíbrio; caso contrário, este será reajustado e o preço do produto tende a aumentar. Por outro lado, quando a oferta aumenta e a demanda diminui, os preços tendem a cair até uma região de equilíbrio. Isso causa inflação e deflação!

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CEO da empresa Delta, de consultoria, Gabriel escreve sobre economia e finanças e dá dicas de inteligência no gerenciamento de gastos e de como conquistar o equilíbrio entre desejo de aquisições e controle emocional para otimizar as despesas.

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