Entre robôs feitos com peças de lego e outros capazes de alcançar um metro e meio de altura, o Torneio Nacional de Robótica contou também uma inovação desenvolvida pela equipe Tucanus, da Escola Sesi Friburgo: uma máquina de porte industrial fabricada e controlada a partir de uma guitarra gamer. A primeira fase do torneio terminou no último fim de semana, em São Paulo, reunindo mais de dois mil estudantes de escolas públicas e privadas de todo o país.
“Eu nunca toquei guitarra, nem no modelo gamer, mas é bastante intuitivo. A partir de determinados ‘acordes’, o robô faz a coleta, articulação e lançamento de materiais”, explica a pilota e “guitarrista”, a estudante Leticia da Cunha Gomes, 17 anos, reforçando o interesse dos jovens pela robótica.
Um exemplo disso é que, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), nos últimos quatro anos, o número de alunos das escolas Sesi em aulas de robótica saltou de 1.032 para 1.736 (+68%), com um aumento especial de alunas: de 424 em 2022 para 798 (+88%). Hoje elas já correspondem a 46% dos integrantes de equipes de robótica.
Rumo ao Mundial
Nesta edição do Torneio Nacional de Robótica, 84 alunos, entre 9 e 19 anos, representaram o Estado do Rio de Janeiro. Os vencedores do torneio vão disputar o Mundial de Robótica em Houston, nos EUA, mas há ainda diversos troféus em diferentes categorias que consideram a qualidade do trabalho apresentado, a cultura da robótica na comunidade, entre outras questões. No ano passado, por exemplo, o técnico Rômulo de Jesus Costa, da equipe de Friburgo, foi eleito o melhor do Brasil.
Para estarem entre os melhores do país, os jovens do sistema Firjan-Sesi disputaram com 61 equipes, num total de cerca de 500 estudantes de escolas públicas, privadas, ONGs e equipes independentes de todo o Rio e de outros dois estados (Bahia e Espírito Santo). Serão classificados 12 participantes para o mundial nos Estados Unidos – que acontece entre 29 de abril e 2 de maio.

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