Quinze anos depois da tragédia climática que marcou o município de Nova Friburgo e toda a Região Serrana, a memória da fatídica madrugada de 12 de janeiro de 2011 - quando morreram mais de 900 pessoas na região, quase 450 delas em Nova Friburgo - um reencontro emocionante ganhou repercussão nacional e viralizou nas redes sociais: o reencontro de pai e filho, com o bombeiro que ajudou a salvar a vida deles: o coronel Luciano Sarmento.
O adolescente Nicolas, hoje com 15 anos, e seu pai, Wellington Guimarães, foram resgatados após terem permanecido cerca de 15 horas soterrados sob toneladas de escombros da casa onde moravam no centro de Nova Friburgo, reencontraram o coronel Sarmento, nesta semana, no quartel central do Corpo de Bombeiros, no Rio de Janeiro. O encontro foi marcado pela emoção. Wellington lembrou como manteve por tantas horas o filho, então com apenas 6 anos de idade, vivo, hidratando-o com a própria saliva. Nicolas também se emocionou ao abraçar o militar e poder lhe dizer: “muito obrigado”.
O reencontro de Nicolas e Wellington com o coronel Sarmento ganhou destaque nacionalmente ao ser tema de reportagem, na última terça-feira, 13, no Jornal Nacional, da Rede Globo. Logo em seguida à exibição da matéria, o vídeo do reencontro de pai e filho com o bombeiro herói começou a circular nas redes sociais e rapidamente viralizou. Na tragédia, Nicolas perdeu a mãe e avó.
A comoção nas redes abriu espaço para muita gente relembrar a tragédia de 2011 quando desabaram sobre a Região Serrana mais de 200 milímetros de chuva em poucas horas, o suficiente para transbordar rios e deslizar centenas de encostas, espalhando um rastro de destruição. Foi um dos maiores desastres naturais da história do Brasil.
Nos comentários online, além da emoção, surgiram reflexões importantes. Muitos internautas lembraram que falar sobre a tragédia é uma forma de manter viva a memória das vítimas e reforçar a importância da prevenção e do cuidado com áreas de risco. Outros destacaram que histórias como a do pai e do filho mostram que, mesmo em meio à dor, a solidariedade e o trabalho de quem salva vidas faz a diferença. “Me orgulho muito do trabalho dos bombeiros. É uma carreira brilhante”, disse Nicolas ao Jornal Nacional.




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