Agosto costuma ser um mês caracterizado por incêndios em vegetação e este ano não tem sido diferente. A escassez de chuvas tem favorecido as queimadas e o Corpo de Bombeiros vem registrando nos últimos dias diversos chamados para combater os focos de incêndio. Depois do incêndio em uma grande área de mata no Cardinot no último domingo, 24, que levou cerca de dez horas para ser debelado, pelo menos outros cinco focos de incêndio mobilizaram equipes da corporação militar e voluntários do Instituto Friburgo Solidário na segunda-feira, 25. Foram identificadas queimadas nos bairros Suíço, Chácara do Paraíso, Rui Sanglard e Prado, este no distrito de Conselheiro Paulino, e também no distrito de Riograndina, espalhando muita fuligem e fumaça pelos arredores.
Na manhã desta terça-feira, 26, alguns focos de incêndio ainda persistiam nas matas dessas localidades. Ainda não se sabe a causa desses incêndios e o Corpo de Bombeiros alerta para a necessidade da população colaborar evitando queimar lixo e jogar pontas de cigarro acesas em áreas de vegetação que estão muito secas nesta época devido a estiagem. De acordo com os institutos de meteorologia, Nova Friburgo continua sem previsão de chuvas para os próximos dias.

(Foto: Instituto Friburgo Solidário)
Queimar lixo em casa é crime e rende multa
Segundo a Lei de Crimes Ambientais, que está em vigor no Brasil, é crime jogar na atmosfera os resíduos de materiais queimados em quintais ou terrenos, causando poluição e possíveis danos à saúde humana, além da possibilidade desse ato se transformar em incêndios em áreas de vegetação com proporções inimagináveis, ainda mais se o tempo estiver seco como atualmente. A punição para quem for flagrado queimando lixo pode ser multa de até R$1.449. O valor, no entanto, depende da legislação de cada município ou estado. Há ainda a possibilidade de detenção de seis meses a um ano.
O risco da queima de lixo causar incêndios no entorno, além dos danos ao meio ambiente, coloca em perigo a vida, a integridade física e o patrimônio de vizinhos. Se isso acontecer, o Código Penal brasileiro prevê ao autor do crime a reclusão de três a seis anos, além de multa.

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