Prédio do Sase: após demolição, espera pela UPA de Olaria continua

Desde então, o espaço permanece sem intervenções, o que tem gerado questionamentos entre moradores
quarta-feira, 18 de março de 2026
por Laís Lima*
Foto: Henrique Pinheiro
Foto: Henrique Pinheiro

A demolição do prédio do antigo Serviço de Assistência Social Evangélica (Sase), na Avenida Júlio Antônio Thurler, em Olaria, vai completar  um ano no próximo dia 27 de abril, e a proposta da prefeitura de erguer naquele espaço de 867 metros uma nova edificação para dar lugar a tão aguardada Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro, continua somente na promessa. Desde então, o espaço permanece sem intervenções, o que tem gerado questionamentos entre moradores sobre a demora no andamento da obra.

Histórico de abandono e expectativa

Antes da demolição, o prédio de quatro pavimentos e 817,50 metros quadrados de área construída estava abandonado há pelo menos 14 anos. O imóvel foi desapropriado pela Prefeitura de Nova Friburgo em 2024 por R$ 2,875 milhões. Na época, moradores denunciaram o acúmulo de lixo e entulho, além da ocupação irregular por pessoas em situação de rua e usuários de drogas, o que aumentava a sensação de insegurança.

A licitação para a demolição foi realizada em agosto de 2024, orçada em R$ 1.061.996,49. Já para a construção da nova UPA, a estimativa anunciada pelo município gira em torno de R$ 20 milhões, seguindo os padrões de outras unidades em funcionamento no estado, como a de Conselheiro Paulino.

O que diz a prefeitura 

Procurada, a Prefeitura de Nova Friburgo informou, em nota, que o projeto ainda está em fase de viabilização de recursos e ajustes finais. Segundo a nota, a complexidade da obra, por se tratar de uma unidade de urgência e emergência, exige cuidados técnicos adicionais antes do início da construção.

A futura UPA de Olaria é vista como essencial para desafogar outras unidades de saúde do município e ampliar o acesso a atendimentos emergenciais. Sem previsão concreta para o início das obras, a população permanece à espera de que o projeto saia do papel e se transforme, de fato, em realidade.

(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim

 
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Foto: Henrique Pinheiro

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