O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) lançou no último domingo, 1º, no Parque dos Três Picos, na Região Serrana, o programa Trilhas Inclusivas que vai permitir às pessoas com deficiência (PcDs) ou com mobilidade reduzida, visitarem as unidades de conservação ambiental fluminenses, contemplando toda a beleza dessas áreas com o auxílio de 21 equipamentos especiais adaptados que facilitarão a inclusão desse público.
Com essa iniciativa, o Inea amplia o programa de acessibilidade nas unidades de conservação estaduais. Os equipamentos foram apresentados no Parque dos Três Picos durante uma cerimônia. As 21 cadeiras adaptadas serão distribuídas entre todos os demais parques administrados pelo Inea. No total, foram investidos R$ 217 mil para a compra dos equipamentos.
O modelo tem uma roda única centralizada com freios e amortecimento, sendo projetada para permitir o transporte de turistas PcDs com total segurança e conforto, mesmo em terrenos com terra, mato e pedras.
Para garantir a adequada operação das trilhas inclusivas, cada uma das unidades de conservação será responsável pelo agendamento das atividades e contará com equipes de voluntários treinados. Os interessados em participar do programa devem entrar em contato diretamente com a administração dos parques para fazer a marcação na agenda.
O secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, destacou a importância da iniciativa para ampliar o alcance das políticas ambientais: “O programa Trilhas Inclusivas representa um avanço bem importante para garantir que nossas unidades de conservação sejam espaços cada vez mais acessíveis e acolhedores. Estamos unindo preservação ambiental e inclusão social, permitindo que mais pessoas vivenciem a experiência de contato com a natureza com segurança e dignidade”, disse.
Inclusão com sustentabilidade
A ideia do programa integra ações de inclusão, sustentabilidade e cidadania, reforçando o compromisso do Estado com políticas públicas que tornam os espaços ambientais mais democráticos e acessíveis. A capacitação dos voluntários que irão atuar no programa será realizada pelas equipes do Inea no momento em que cada trilha for realizada. Esses profissionais receberam a orientação do Instituto Montanha Solidária, grupo especializado em promover o acesso de PCDs a ambientes naturais por meio de equipamentos adaptados e suporte técnico.
“É um orgulho ver o nosso trabalho chegar a cada vez mais pessoas. Nós plantamos uma semente, acreditando que a natureza precisa ser um espaço para todos, e que hoje floresce em vários espaços. Os trilheiros carregam uma paixão dentro de si, uma garra pela superação. Proporcionar que essas pessoas vivenciem a emoção é gratificante. Mais do que um projeto, é a continuidade de um amor que agora pode ser compartilhado sem barreiras”, orgulha-se o embaixador do Instituto Montanha Solidária, Eddy Banca.



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