Neste domingo, 30, a Casa da Princesa Isabel e a Di Paola Criações Artísticas promovem, às 9h, em Petrópolis, uma manhã de autógrafos para lançamento do novo volume da série “Famílias Brasileiras de Origem Germânica”. A obra, publicada pelo Instituto Martius-Staden, reúne a genealogia de mais de 100 famílias alemãs que vivem no Estado do Rio de Janeiro, diversas delas em Nova Friburgo.
Entre os 550 nomes de imigrantes e descendentes, organizados por cidades, estão as famílias que vieram para Nova Friburgo. O livro conta com prefácio do cônsul-geral da Alemanha no Rio de Janeiro, Jan Freigang, e introdução do professor Dr. Luís Reznik, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), além de contribuições acadêmicas dedicadas a temas como os descendentes de Leopoldine von Habsburg-Lothringen.
A obra apresenta textos que aprofundam a compreensão histórica e cultural da imigração de língua alemã no estado. E também conta com dados inéditos e documentos que contribuem para o estudo dessa rede de influências, sendo uma referência para pesquisadores, descendentes e interessados na história da imigração
Além da manhã de autógrafos, a visitação à Casa da Princesa Isabel permanecerá aberta ao público exclusivamente durante o período da exposição “Coragem e Fé: A Colonização Germânica de Petrópolis". Que por meio de esculturas em papel machê, apresenta cenas emblemáticas ligadas à formação da comunidade germânica na cidade.
Desenvolvimento da colônia alemã em Nova Friburgo
O município foi pioneiro na recepção de imigrantes alemães. As colônias, que seriam destinadas à Bahia, foram encaminhadas para Nova Friburgo, por conta da má adaptação de algumas famílias suíças na cidade. Sendo direcionadas e ocupando os lotes abandonados, após a autorização de Dom Pedro I, em 1822.
Grande parte do desenvolvimento de Friburgo foi feito pelos alemães, especialmente o setor industrial. Um dos grandes nomes de destaque é Peter Julius Arp, fundador da fábrica de rendas Arp, um ponto de referência na cidade, que agora é marcado por ser um espaço de lazer para os friburguenses.
Com a industrialização, o município se tornou um polo metal mecânico no Estado do Rio de Janeiro, além de tornar-se capital da moda íntima, polo cervejeiro e de flores de corte.

Deixe o seu comentário