Morre sogro baleado por tabelião que atirou contra a família

Wellington Braga Mello, o Tom, de 75 anos, estava hospitalizado desde a noite do crime no Cônego
quinta-feira, 02 de setembro de 2021
por Jornal A Voz da Serra
Wellington Braga Mello, o Tom, era dono da farmácia Esperança (Reprodução da web)
Wellington Braga Mello, o Tom, era dono da farmácia Esperança (Reprodução da web)

Faleceu nesta quarta-feira, 1º de setembro, Wellington Braga Mello, o Tom, de 75 anos, dono da farmácia Esperança, uma das mais tradicionais de Nova Friburgo. Ele estava hospitalizado desde 13 de agosto, quando foi alvejado por seu genro, juntamente com sua esposa e a filha grávida, em um crime que abalou a cidade. 

O genro, o tabelião Ricardo Pinheiro Juca, de 43 anos, está preso. Naquela  noite de sexta-feira, na casa da família no Cônego,  ele atirou contra a mulher, grávida de 6 meses, e os sogros.  Morreram baleadas Nahaty Gomes de Mello, de 33 anos, e sua mãe, Rosimery Gomes da Cunha, de 67. Wellington ainda sobreviveu, apesar de ter levado dois tiros, um deles na boca.

No último dia 20, o juiz Marcelo Alberto Chaves Villas, da 1ª Vara Criminal de Nova Friburgo, determinou a transferência de Ricardo Pinheiro Juca do hospital penal psiquiátrico onde estava, no Rio,  para um presídio comum.  A denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o réu à Justiça ratifica a conversão da prisão em flagrante em  preventiva e determina a transferência.

Segundo a decisão do juiz Villas, “a denúncia narra crimes bárbaros” e “inexiste prova de que o acusado sofra de perturbação mental”. O juiz assinala que, por ser  praticante de tiro desportivo, o réu foi  submetido a exame psicológico, sem restrição da capacidade cognitiva, pois tal exigência faz parte do Estatuto do Desarmamento.  Villas considerou também que o “surto psicológico” alegado inicialmente para cometer os crimes, de forma superficial, não justifica a presunção de inimputabilidade do réu. 

O tabelião foi indiciado pela polícia  pelos crimes de dois feminicídios consumados, aborto e tentativa de homicídio, que, agora, se converte em homicídio. Somadas, as penas agora passam dos 84 anos inicialmente previstos.

Em postagem pública em rede social, uma parente próxima das vítimas contou detalhes da tragédia na casa do Cônego. Segundo ela, Nahaty teria sido alvejada enquanto estava deitada na cama, lanchando. Ela teria levado três tiros na cabeça e um na barriga. A mãe subiu as escadas correndo e também foi  atingida. O pai levou dois tiros ao tentar sair pela porta. “Peço que meu grito seja ecoado para essas mulheres que se submetem a homens violentos, dominadores, ciumentos”, escreveu ela.

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TAGS: crime