Moradores planejam bolo de aniversário para ironizar 200 dias de um buraco

Loteamento Tiradentes está sem transporte regularizado desde o fim do ano passado
sexta-feira, 26 de junho de 2020
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)
A cratera na beira da via (Arquivo AVS/ Henrique Pinheiro)
A cratera na beira da via (Arquivo AVS/ Henrique Pinheiro)

No final de 2019, após uma chuva forte, o distrito de Amparo foi seriamente atingido. A tempestade destruiu boa parte da rodovia RJ-150(Nova Friburgo- São José do Ribeirão) e provocou o deslizamento de praticamente metade da pista de um trecho da Rua Jerônimo de Castro e Souza, conhecido como Curva da Morte. Esse episódio deixou praticamente isolados os moradores do Loteamento Tiradentes que, desde então, estão sem serviço de transporte público. São quase 200 dias com problemas na circulação dos ônibus que ligam o loteamento ao centro de Nova Friburgo e mais de 100 dias sem o serviço de baldeação da localidade com o distrito.

Segundo Evandro Rocha, um dos membros do Coletivo Vozes do Tiradentes, os moradores estão estudando uma forma de fazer um protesto. “A ideia é fazer, de forma irônica, um bolo de aniversário na Rua Jerônimo de Castro Souza para protestar sobre todos os problemas”. Um dos pedidos mais urgentes é a reconstrução de parte da rua que cedeu com as chuvas. Segundo Evandro, o projeto para a recuperação daquele trecho se encontra na plataforma do Ministério da Cidade, mas que devido a pandemia está paralisado. 

“Na posse da Assaman, que aconteceu em fevereiro, o secretário de Obras, disse que a prefeitura teria um plano B, caso o Governo Federal não disponibilizasse o dinheiro, mas não nos informou que o plano seria esse”. O diretor da empresa de ônibus Faol, Paulo Valente, informou que aguarda a liberação da Defesa Civil para voltar com o serviço de baldeação, mas que a situação atual ainda é de risco. “Estamos aguardando as obras de contenção para podermos voltar com o micro-ônibus no local. Mais uma parte do barranco cedeu, nossa equipe avaliou e entendeu que não há como passar com o coletivo ali. Quando a Defesa Civil liberar o local e tivermos segurança, voltaremos com o serviço, mas no momento atual, não é prudente colocar vidas em risco”, informou o diretor da empresa. 

Outro problema relatado pelo Coletivo é a falta de iluminação pública. Segundo Evandro, há lâmpadas queimadas nos postes das ruas Jerônimo de Castro e Souza, Marcelo Gripp, Eugênio Pereira da Rosa, José Joaquim Mayer e Hortência Eliza Gripp.

 A boa notícia vem da iniciativa privada que já recuperou praticamente toda a Estrada Velha do Amparo, atingida pelas chuvas. Os proprietários de fazendas e sitiantes, com os próprios recursos, taparam as crateras e estão refazendo as galerias para comportar a águas das chuvas que costumam cair durante o verão, informou Evandro.

A VOZ DA SERRA tentou entrar em contato com a prefeitura para saber detalhes sobre o plano de recuperação do distrito, mas até a atualização desta notícia não obtivemos resposta.

 

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