Mamografia no SUS passa a ser recomendada a partir de 40 anos

Audiência na Câmara de Friburgo discute necessidade de agilidade no início do tratamento assim que a doença for diagnosticada
quinta-feira, 25 de setembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Gettylmages
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O Ministério da Saúde passou a recomendar o acesso à mamografia, via Sistema Único de Saúde (SUS), para mulheres de 40 a 49 anos – mesmo que não haja sinais ou sintomas de câncer de mama. De acordo com a pasta, essa faixa etária concentra 23% dos casos da doença, e a detecção precoce aumenta as chances de cura.Até então, a orientação era que o exame fosse feito a partir dos 50 anos.

A medida faz parte de um conjunto de ações anunciadas nesta semana voltado para a melhoria do diagnóstico e da assistência. A recomendação para mulheres a partir dos 40 anos é que o exame seja feito sob demanda, em decisão conjunta com o profissional de saúde. “A paciente deve ser orientada sobre os benefícios e desvantagens de fazer o rastreamento. Mulheres nesta idade tinham dificuldade com o exame na rede pública de saúde por conta da avaliação de histórico familiar ou necessidade de já apresentar sintomas”, informou o ministério em nota.

As mamografias via SUS em pacientes com menos de 50 anos, de acordo com a pasta, representam 30% do total, o equivalente a mais de um milhão apenas no ano passado. Outra medida anunciada é a ampliação da faixa etária para o rastreamento ativo – quando a mamografia é solicitada de forma preventiva a cada dois anos. A idade limite, até então, era 69 anos. Agora, passa a ser 74 anos. Dados do ministério revelam que quase 60% dos casos de câncer de mama estão concentrados entre 50 e 74 anos.

“A ampliação do acesso à mamografia aproxima o Brasil de práticas internacionais, como as adotadas na Austrália, e reforça o compromisso em garantir diagnóstico precoce e cuidado integral às mulheres brasileiras. O câncer de mama é o mais comum e o que mais mata mulheres, com 37 mil casos por ano”, reforçou o Ministério da Saúde, em nota. Os números mostram que, em 2024, cerca de quatro milhões de mamografias para rastreamento e 376,7 mil exames diagnósticos foram realizados no SUS.

Em Friburgo, prevenção e tratamento discutidos em audiência pública 

Com o tema “Mamografia: fazer para viver” a Câmara Municipal de Nova Friburgo promoveu nesta quarta-feira, 24, uma audiência pública proposta pelo vereador Cláudio Damião (PT) que apresentou dados do DataSUS que mostram que o número de mulheres que realizaram a mamografia pelo SUS em Nova Friburgo em 2023, não chega a 3% do público alvo.  

“Tratar da questão do câncer, do tratamento, da prevenção, da antecipação do tratamento, do diagnóstico é falar de salvar vidas. A lei trata de algo absolutamente necessário, importante e fundamental. O tratamento do câncer tem que começar rapidamente. A prefeitura precisa construir ferramentas e meios para que a lei seja rigorosamente respeitada”, observou Damião. 

Em agosto, um projeto do próprio vereador que determina o início do tratamento do câncer dentro de 60 dias após ser detectado foi aprovado por unanimidade. A lei foi sancionada e publicada no Diário Oficial do município, no último dia 19. Este projeto se integra a outra proposta do vereador que dispõe sobre o protocolo de rastreamento de câncer de mama. 

Novos medicamentos 

A partir de outubro, o SUS vai disponibilizar também novos medicamentos para o tratamento do câncer de mama. Um deles é o Trastuzumabe Entansina, indicado para mulheres que ainda apresentam sinais da doença mesmo após a primeira fase do tratamento com quimioterapia antes da cirurgia.

Outro grupo de medicamentos inclui os inibidores de ciclinas (Abemaciclibe, Palbociclibe e Ribociclibe), recomendados para pacientes com câncer de mama avançado ou metastático – quando a doença já se espalhou para outras partes do corpo – e que têm receptor hormonal positivo e negativo.

(Com informações da Agência Brasil)  

 

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