A Câmara Municipal de Nova Friburgo manteve, na última sessão ordinária realizada na noite de terça-feira, 14, o veto do prefeito Johnny Maycon (PL) ao projeto de lei que daria o nome da menina Isadora da Silva Cardoso Stulpen Veiga, de 8 anos, à Unidade de Urgência e Emergência do distrito de Lumiar. Com a decisão, a homenagem à criança, que morreu em dezembro do ano passado por falta de atendimento médico no distrito, não será oficializada.
O veto total à lei municipal 5.146/2026 foi mantido por 11 votos a 8. O resultado chamou atenção pela mudança de posicionamento de parte dos parlamentares. Quando o projeto, de autoria do vereador Cláudio Damião (PT), foi aprovado pela Câmara Municipal, em maio, a maioria havia votado favorável à homenagem.
Nesta terça-feira, votaram a favor do veto, acompanhando a decisão do prefeito, os vereadores Cascão do Povo (Podemos), Isaque Demani (PL), Rômulo Pimentel (Podemos), Wallace Piran (PL), Bruno Silva (MDB), Angelo Gaguinho (PL), Tia Karla (Republicanos), José Carlos Schuabb (União Brasil), Jânio de Carvalho (União Brasil), Carlinhos do Kiko (PL) e Cláudio Leandro (PL). O vereador Christiano Huguenin (PP) esteve ausente, enquanto o presidente da Câmara, Dirceu Tarden (PL), não votou.
Votaram contra o veto os vereadores Cláudio Damião (PT), Maiara Felício (PT), Marcos Marins (PSD), Ghabriel do Zezinho (Solidariedade), Maicon Gonçalves (Mobiliza), Joelson do Pote (PDT), Max Bill e Evandro Miguel, ambos do MDB.
Relembre o caso
O projeto surgiu poucos dias após a morte de Isadora, em dezembro de 2025. A iniciativa foi apresentada por moradores de Lumiar durante uma reunião comunitária e posteriormente protocolada na Câmara pelo vereador Cláudio Damião. A proposta foi aprovada em duas votações no plenário antes de seguir para sanção do prefeito.
Ao vetar integralmente o texto, em 15 de junho, o prefeito Johnny Maycon argumentou que a denominação da unidade de saúde não representava consenso entre os moradores do distrito. A justificativa do Executivo teve como base um ofício encaminhado pela Associação de Moradores e Amigos de Lumiar (AMA), que alegou existir divergência na comunidade quanto à homenagem.
O posto
A construção da unidade de urgência de Lumiar teve início em abril de 2024, mas apesar da previsão inicial de entrega ainda naquele ano, a obra sofreu atrasos e passou a ser alvo de cobranças constantes por parte dos moradores da região. Quase dois anos depois, a entrega da unidade ganhou ainda mais urgência após a morte de Isadora, caso que mobilizou a população e deu origem a protestos cobrando melhorias na saúde pública do distrito.

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