Fevereiro começou com boa notícia para os consumidores de gás canalizado e GNV (gas natural veicular) no Estado do Rio de Janeiro. O GNV terá redução de preço de até 12,5%, conforme anunciou a empresa Naturgy. A baixa no preço também atinge o gás natural canalizado para clientes residenciais, comércios e indústrias, causado pela diminuição no custo de aquisição do gás fornecido pela Petrobras. A queda para os clientes residenciais do interior do estado será de 4,45%.
Para as cidades do interior, as reduções serão de 9,84% em postos de GNV, 10,19% nas indústrias, 5,21% em comércios
De acordo com o Sindicato da Indústria de Reparação de Acessórios e Veículos do Rio de Janeiro (Sindirepa RJ), em janeiro já havia sido feita uma redução de 5% no GNV pela Naturgy. Para as cidades do interior do Rio de Janeiro, como Nova Friburgo, as reduções serão de 9,84% em postos de GNV, 10,19% nas indústrias, 5,21% em comércios. Já na região metropolitana, os descontos serão de 12,50% para os postos de GNV, 11,65% nas indústrias, 4,61% em comércios e 4,44% nas residências. Para o Sindirepa RJ, os dados mostram que o GNV será o principal beneficiado, apresentando vantagens comparado a outros combustíveis como a gasolina e o etanol.
"Essa redução no preço do GNV é extremamente positiva e reforça o papel estratégico do gás natural na mobilidade do Rio de Janeiro. O GNV já é o combustível mais econômico do mercado e, com essa queda de até 12,5%, torna-se ainda mais competitivo para motoristas e frotistas”, afirmou Celso Mattos, presidente do Sindirepa RJ e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
Preocupação com a segurança
Para a instalação do GNV de forma segura, é necessário a instalação por empresas especializadas, com equipamentos regularizados e inspeção em dia. O Sindirepa destaca a importância de políticas públicas de conscientização e fiscalização para garantir que mais veículos estejam regularizados, ampliando a segurança e evitando acidentes causados por sistemas irregulares.
De acordo com o Sindirepa, o sindicato vem solicitando desde 8 de janeiro a nota fiscal nos postos de combustíveis no momento do abastecimento. A medida tem como objetivo realizar a comparação no dia 8 de fevereiro, para que a redução chegue de fato à bomba. Caso o valor não tenha sido reduzido, o Procon será acionado.
O presidente também reforça que os consumidores terão um GNV na bomba com o valor estimado entre R$ 3,40 e R$ 3,89. “A redução no preço em um momento estratégico, reafirma o papel do GNV como um dos pilares da mobilidade mais limpa, acessível e eficiente no Estado do Rio de Janeiro”, finaliza Mattos.
O Estado do Rio de Janeiro lidera o ranking do uso de GNV no país, com aproximadamente 1,7 milhão de veículos leves convertidos e mais de 700 postos instalados. A redução deve beneficiar mais de um milhão de clientes nos segmentos residencial, industrial, comercial e automotivo.
Avaliação da Firjan
A Federação das Indústrias do Estado (Firjan) avalia como positivo o fortalecimento do gás natural como fonte energética a preços mais competitivos para a indústria e destaca seu potencial na descarbonização da matriz energética, especialmente no setor de transportes, no qual o Estado do Ri é líder nacional no mercado de GNV.
O cenário energético fluminense ganha um novo fôlego com o anúncio da Petrobras sobre a redução de 7,8% no preço da molécula de gás natural para as distribuidoras, já em vigor. O destaque ocorreu durante o evento de lançamento da publicação Perspectivas do Gás no Rio 2025-2026, na Casa Firjan, onde foi reforçado o papel de liderança do Rio neste mercado. O estado concentra cerca de 75% da produção nacional de gás e tem elevadas expectativas para o aumento da disponibilidade do gás produzido localmente para o mercado.
A queda nos preços da molécula irá refletir em melhoria das condições de competitividade para as indústrias do estado, com reduções já anunciadas nas tarifas de distribuição de gás natural, impactando diretamente os custos energéticos para da cadeia produtiva local e beneficiando uma série de setores de nossa economia. Além do GNV, a Firjan destaca que a redução do custo do gás natural atinge a siderurgia, metalurgia, vidro, cerâmica, química, petroquímica, alimentos e bebidas, papel e tecido, automotivo e indústrias de cimento.
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