Confiança em queda: medo do desemprego já afeta 62,1% dos fluminenses

Constatação é de uma pesquisa recente da Fecomércio no Estado do Rio
terça-feira, 06 de abril de 2021
por Jornal A Voz da Serra
Movimento na Praça Getúlio Vargas em plena pandemia (Foto: Henrique Pinheiro)
Movimento na Praça Getúlio Vargas em plena pandemia (Foto: Henrique Pinheiro)

Os índices de confiança dos consumidores fluminenses na economia brasileira nos próximos três meses continuam em queda. De acordo com uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec-RJ), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio), apenas 17,6% dos consumidores entrevistados se mostraram confiantes, índice inferior ao constatado em fevereiro (29,3%). O indicador referente aos que estão pessimistas também subiu, de 24,5% para 29,3%, assim como os muito pessimistas: de 18,8% para 29,8%. 

O percentual de consumidores que acreditam que a economia não sofrerá alterações diminuiu de 21% para 17%. Os muito confiantes continuam somando 6,4% do percentual total de entrevistados. Questionados sobre as expectativas em relação à economia fluminense no próximo trimestre, 29% estão muito pessimistas, 30,8% pessimistas, 18,6% acreditam que não haverá alteração e apenas 21,6% estão confiantes ou muito confiantes.

Emprego

Em relação ao emprego, 62,1% dos consumidores fluminenses entrevistados estão com muito medo de perder suas ocupações, esse é o maior percentual já registrado pelo levantamento. Em fevereiro, essa porcentagem era de 49,3% e janeiro (43,3%). Os que estão com pouco receio de perder o emprego representam 13%. Apenas 24,9% dos entrevistados estão confiantes e não estão com medo.

Renda familiar 

O percentual de consumidores que acreditam em algum tipo de redução da renda familiar subiu de 45% para 60,8% dos entrevistados. O indicador dos que creem que a situação econômica de suas famílias continuará como está caiu de 36,7% para 25,7%, representando uma diferença de 11 pontos percentuais. Apenas 13,5% dos fluminenses acreditam que a renda aumentará de alguma forma. 

Endividamento

O total de fluminenses que se disseram endividados ou muito endividados subiu de 50,5% em fevereiro, para 58,8% em março. Os que se dizem pouco endividados caiu de 25,7% para 17%. Já o percentual de consumidores não endividados aumentou de 23,8% para 24,2%. 

Inadimplência

A porcentagem de consumidores inadimplentes ou com muitas restrições apresentou aumento nesse estudo: de 37,2% para 41,2%. O índice de fluminenses pouco inadimplentes caiu de 19,8% para 15%. Já o número de cidadãos sem restrições praticamente se manteve: de 43,1% para 43,8%. Entre os que se declararam inadimplentes, o cartão de crédito segue na liderança (60,1%), seguido pelas contas de luz, gás, água, internet e telefone (47,9%) e pelo crédito pessoal (33,8%).

Bens duráveis

Perguntados sobre os gastos com bens duráveis, 41,9% dos consumidores pretendem aumentar esse tipo de consumo, alta de 5,9 pontos percentuais em relação ao mês anterior, seguidos por 34,7% que esperam gastar menos, em fevereiro eram 33%. Já 23,4% pretendem manter esses gastos, na sondagem anterior foram 31%.

A sondagem contou com a participação de 393 consumidores do Estado do Rio de Janeiro, entre os dias 12 e 22 de março, com o objetivo de entender quais as expectativas dos fluminenses com relação a retomada da economia do Estado do Rio e brasileira, além da percepção sobre o desemprego e renda familiar, entre outros indicadores.

 

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