A Chácara do Chalet, o Country Clube, e mais de século e meio de existência

sábado, 12 de dezembro de 2020
por Jornal A Voz da Serra
Os jardins do Country (Foto: Regina Lo Bianco)
Os jardins do Country (Foto: Regina Lo Bianco)

A casa de campo da família do Barão de Nova Friburgo, Antonio Clemente Pinto, denominada Chácara do Chalet, foi construída para ser um espaço destinado a acontecimentos sociais. No Casarão construído em 1860, em frente à Praça Getúlio Vargas, a família passava temporadas durante o verão, e no Chalet, realizava festas, bailes, concertos, quando a aristocracia carioca e membros da realeza se encontravam. A expressão máxima desses eventos era o imperador D. Pedro II e a esposa, a imperatriz Thereza Christina.

Em uma extensa área de 3,87km² foi erguido um rico casarão, com o que havia de mais sofisticado em termos de material de construção, mobiliário e peças para decoração. Afinal, o espaço receberia a fina flor da aristocracia e nobreza da época,  em encontros elaborados para a difusão de conhecimento, fazer história e disseminar arte. Esse futuro foi traçado na longínqua década de 1860, para ser o que ele é hoje — uma joia preciosa no coração do município: o Nova Friburgo Country Clube, fundado em 1957.   

Para o então presidente do clube Roosevelt Concy (atualmente, vice-presidente social e cultural), o Country não é apenas um clube social, esportivo, cultural. Ele enfatiza que se trata de um clube histórico, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como um dos espaços mais bem cuidados e preservados do país. E que não se restringe a oferecer aos seus sócios, piscina, sauna, quadras, salão de festas, entre outros atrativos comuns aos clubes.

“O que temos aqui é muito mais, é um clube-jardim, um clube-parque. Mais do que esses equipamentos de entretenimento e lazer, o Country tem uma área de 200 mil metros² cuja vegetação faz parte de um conjunto paisagístico idealizado e criado por Glaziou (o paisagista francês Auguste François Marie) com mais de 90 mil metros quadrados de ajardinamento. Isso nos obriga a manter suas características, que são totalmente diferenciadas. 

Quem vem fazer suas caminhadas, não está só fugindo do barulho, da poluição, do tráfego, dos obstáculos típicos das ruas. Vem porque aqui, além do ar puro, se respira história. E foi a partir dessa constatação, junto com nossos historiadores Vanessa Melnixenco e Luiz Fernando Folly, que decidimos o tema da campanha que queríamos desenvolver: ‘Respire fundo, a história está no ar’”, ressaltou Roosevelt em entrevista concedida ao jornal em 2017, por ocasião do aniversário de 60 anos do clube.  

Aos 63 anos de fundação, em sua trajetória não faltaram obstáculos seguidos de superação. Em seu quadro de sócios houve um tempo em que se contavam mais de 1.800 pessoas, sendo 40% delas oriundas de Niterói e Rio de Janeiro, que divulgavam suas belezas e atraíam visitantes de várias partes do Brasil, fato que o tornou referência em todo o país.

 

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