“Causa medo”, diz friburguense ao ver máscaras jogadas no chão

Acessório deve ser higienizado e descartado em uma sacola plástica a parte, orienta prefeitura
terça-feira, 11 de agosto de 2020
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)
(Fotos: Henrique Pinheiro)
(Fotos: Henrique Pinheiro)

Não foi preciso uma ronda muito extensa para registrar flagrantes de um comportamento cada vez mais comum, evidente e temeroso nas ruas de Nova Friburgo: o descarte irregular de máscaras. Ao longo da Avenida Comte Bittencourt, nas ruas adjacentes, na Praça Getúlio Vargas e seu entorno, nossa equipe flagrou dezenas de máscaras no chão ou em meio a natureza. Há também relatos em diversos bairros periféricos da cidade deste repetitivo comportamento. O número de máscaras descartadas de maneira irresponsável pode chegar a centenas, talvez milhares.

A consequência disso, além, é claro do forte impacto ambiental nas ruas e praças, da sujeira que estampa a cidade, é o risco causado à saúde da população. O descarte feito sem cuidado aumentam as chances do vírus se espalhar. Em um município com mais de 1.500 casos e 70 óbitos, a população não pode ser descuidada.

Leonan Esteves mostrou preocupação por constatar que, se as máscaras estão no chão é porque as pessoas não estão usando o acessório que evita a propagação do coronavírus. “Era preciso que esse material fosse descartado em um local correto. Isso mostra que as pessoas não estão usando as máscaras como deveriam”, alertou.

Ricardo Jalles mostra preocupação com a possibilidade do material descartado estar contaminado e lamenta o comportamento de alguns friburguenses. “Causa medo ver que esse material pode estar contaminado, ser jogado na natureza e ajudar a proliferar ainda mais o vírus pela cidade. Causa medo porque é uma questão de princípios: o que eu não quero para mim, eu não posso querer para os outros. Tem um local certo para ser descartado e, infelizmente, encontramos muita gente com comportamentos como esse”, observou.

Atenta às questões ambientais, Márcia Monnerat citou um exemplo do descarte irregular nas praias cariocas, o que considerou lamentável. “Eu acho horrível fazer isso. Vi pela televisão as pessoas jogando as máscaras fora em praias. Eu sou uma pessoa que ama a natureza e acho um absurdo o descarte irregular de qualquer tipo de lixo, ainda mais essas máscaras podem estar contaminada”, acredita ela. 

Rogério Gomes, é nascido em Niterói, mas atualmente mora em Friburgo. Ao notar a beleza das flores da Praça Getúlio Vargas, resolveu parar ao lado da nossa equipe para fazer um registro. Ao fazer a foto ele comentou “Vou postar para o pessoal de Niterói. Eles ficam doidos com esse cenário aqui de Friburgo”. Mal sabia ele que a beleza natural daquele cenário estava poluído não só pelo acúmulo de lixo também descartado de forma irregular, mas pelo acúmulo de máscaras entre os canteiros de flores.

“As pessoas não estão levando isso a sério. Temos que reconhecer a ação da prefeitura ao doar as máscaras para a população, mas alguns, quando usam, ainda utilizam de forma errada e acabam, inclusive, jogando esse equipamento no chão, no rio, na vegetação. É até um desperdício já que essas máscaras podem ser limpas e reutilizadas algumas vezes. Nem todo mundo pensa no coletivo, muitos pensam em si, um ato de egoísmo. É revoltante”, mostrou indignação.

Como deve ser feito o descarte 

Segundo a prefeitura, a orientação da Secretaria de Meio Ambiente de Nova Friburgo para o descarte das máscaras de barreira feitas de pano sejam em sacolas plásticas, isoladas (sem misturar com outro material) e, de preferência, lavada antes do descarte, já que se trata de um material contaminante. Em relação ao descarte de máscaras descartáveis, a orientação é que seja feito da mesma forma que acontece com papel higiênico e fraldas.

 

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  • Leonan Esteves

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  • Ricardo Jales

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  • Márcia Monnerat

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  • Rogério Gomes

    Rogério Gomes

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