Campanha pede justiça pelas mortes de Alessandra Vaz e Daniela Mousinho

Julgamento de Rodrigo Marotti, acusado de duplo feminicídio, está marcado para 8 de fevereiro
quarta-feira, 12 de janeiro de 2022
por Jornal A Voz da Serra
Rodrigo Marotti ao ser preso (Arquivo AVS/ Divulgação Polícia Civil)
Rodrigo Marotti ao ser preso (Arquivo AVS/ Divulgação Polícia Civil)

Uma campanha nas redes sociais pede que seja feita justiça e pena máxima para  Rodrigo Marotti, acusado de duplo feminicídio cometido em outubro de 2019 contra Alessandra Vaz e Daniela Mousinho. A 1ª Vara Criminal de Nova Friburgo marcou, para às 10h30 da manhã de 8 de fevereiro, no Fórum da cidade, o início do julgamento, por júri popular.

Rodrigo  se tornou réu depois de trancar a ex-companheira Alessandra  e a amiga dela, Daniela, em uma casa no Stucky, no distrito de Mury, e atear fogo no imóvel. Daniela, de 47 anos, morreu dois dias depois do crime. Alessandra, que teve 80% do corpo queimados, ficou internada em estado grave até dias depois, mas também não resistiu.

Em setembro do ano passado, ocorreu a primeira audiência de instrução e julgamento do caso, no Fórum de Nova Friburgo. O réu veio trazido do presídio onde se encontra no Rio sob forte escolta policial. Esaa audiência estava marcada para março de 2020, mas, em razão da pandemia, acabou sendo adiada.

As testemunhas convocadas a depor entraram rapidamente no fórum. Do lado de fora, houve protestos de entidades em defesa da mulher (foto acima, de Guilherme Alt). Durante a audiência foram  apresentados vídeos, depoimentos e áudios que incriminam o réu, incluindo detalhes como A VOZ DA SERRA revelou com exclusividade (RELEMBRE A REPORTAGEM AQUI).

Como revelou o jornal na época, as supostas ameaças de morte de Rodrigo a Alessandra, confidenciadas por ela mesma a uma amiga de longa data horas antes do crime, poderão servir como mais um qualificador (premeditação), aumentando ainda mais a pena. 

 Como houve duplo feminicídio e  prisão em flagrante, com confissão, o caso rapidamente seguiu para a 1ª Vara Criminal de Nova Friburgo, cabendo à Promotoria acusar o réu perante um júri popular. Outros agravantes, até agora, seriam: motivo fútil, emprego de fogo, impossibilitar a defesa das vítimas e o próprio feminicídio em si.

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TAGS: crime