Promover o acesso à leitura, estimular a criatividade e despertar o imaginário coletivo. Esses são os pilares do projeto “Árvore que dá Livros”, que chega este ano à 14ª edição, reafirmando seu compromisso com a democratização do conhecimento na cidade. A tradicional iniciativa acontece no próximo dia 21, um domingo, a partir das 9h, na Arp, onde será montada uma grande árvore de Natal formada exclusivamente por livros doados pela população.
A proposta é simples e poderosa: todos os exemplares recebidos serão empilhados na estrutura de uma árvore, que ficará exposta até as 18h, quando será desmontada. Durante todo o dia, qualquer pessoa poderá escolher gratuitamente um ou mais livros, de acordo com seu interesse. “A ideia é que os livros encontrem novos lares e continuem circulando, multiplicando histórias”, destacam os organizadores do projeto.
A Árvore que dá Livros nasceu a partir da iniciativa de três amigas e entusiastas da literatura, Luísa Machado, Rosângela Buarque e Scheila Santiago, que transformaram o amor pelos livros em ação solidária. Desde então, a “Árvore que dá Livros” se consolidou como um dos eventos culturais mais queridos da cidade, mobilizando leitores de todas as idades.
Pontos de coleta
As doações podem ser entregues até 19 de dezembro nos seguintes locais:
·Livraria Genipapo (Arp)
·Livraria Tangolomango (Praça Getúlio Vargas, 105)
·Edifício Amazonas (R. Major Augusto Marques Braga, 7)
·Escola Miosótis (R. Alameda Eduardo Guinle, 265)
·Confeitaria La Benta (Arp)
·Usina Cultural Energisa (Praça Getúlio Vargas)
Também é possível contribuir através das redes sociais do projeto: @arvorequedalivros.
História e impacto
A primeira edição ocorreu em 2012, na Praça Marcílio Dias, no Paissandu, e mobilizou a cidade: foram mais de mil livros arrecadados em apenas três semanas de campanha. Cerca de 600 exemplares foram distribuídos ao longo do dia, e o restante foi destinado ao Lar Abrigo Amor a Jesus (Laje).
O sucesso inesperado impulsionou novas edições, que passaram por locais simbólicos do município, como a Usina Cultural Energisa, a Estação Livre (antiga rodoviária urbana, na Praça Getúlio Vargas), praças das Colônias, no Suspiro, e Marcílio Dias, no Paissandu, além do antigo Centro de Turismo, na Praça Dermeval Barbosa Moreira e a escadaria do antigo Fórum Júlio Zamith, na Praça Getúlio Vargas.
Ao longo de 14 anos, mais de 15 mil livros já circularam pelas mãos de voluntários e leitores, fortalecendo laços e ampliando o acesso à literatura. Uma prática constante do projeto é a busca por instituições que recebam livros remanescentes, garantindo que todo o material chegue a espaços onde possa ser aproveitado de forma significativa.
A organização reforça que não são aceitas enciclopédias, livros didáticos antigos, revistas ou catálogos, pois esses materiais costumam ter conteúdo desatualizado, fugindo da proposta central da ação.
Com o espírito natalino aliado ao amor pelos livros, a “Árvore que dá Livros” segue crescendo e iluminando a cidade com conhecimento, solidariedade e histórias que se renovam a cada edição.
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Reportagem da estagiária Laís Lima com supervisão de Henrique Amorim

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