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Este ano tem eleições. Votemos com consciência

Max Wolosker
Max Wolosker
Economia, saúde, política, turismo, cultura, futebol. Essa é a miscelânea da coluna semanal de Max Wolosker, médico e jornalista, sobre tudo e sobre todos, doa a quem doer.
No próximo dia 28, os partidos políticos brasileiros, uma penca que contribui para encarecer ainda mais a política nacional, definirão seus candidatos para presidente da República, governadores, senadores e deputados federais. Esses postulantes, se eleitos, serão responsáveis pela condução dos destinos do combalido Brasil, por mais quatro anos. Na realidade, são velhos conhecidos, pois à semelhança da idade média, a política nacional transformou-se num verdadeiro feudo.
Assim como os nomes são, na prática, os mesmos, os bordões pré-campanha de que tudo farão pela segurança, pela educação, pela saúde e pela estabilidade econômica não mudam. Mesmo que saibamos que o Brasil está nas mãos dos PCCs e CVs da vida, com peças infiltradas no Congresso Nacional, nas câmaras estaduais e municipais e nas prefeituras; assim pensar em segurança torna-se uma utopia, a menos que viremos um El-Salvador, onde seu atual presidente pôs ordem na casa. A educação continua uma lástima, pois povo inteligente não se deixa enganar facilmente.
Portanto, é de suma importância que o eleitor vote com consciência, saiba escolher bem seus candidatos, separando o joio do trigo e elegendo pessoas capazes, de bons princípios e, principalmente, patriotas interessados no crescimento do Brasil como nação e com reconhecimento de ser um país sério. O problema é que nosso povo cada vez se interessa menos por política; além disso, o grande número de alfabetizados funcionais faz com que sejam facilmente influenciados pela propaganda eleitoral enganosa, conduzida com maestria pela mídia esquerdista e comprometida do Brasil.
Dívida externa
Desde 2002, com duas exceções, Temer exercendo um mandato tampão após a cassação da presidente Dilma Rousself e de Jair Bolsonaro, no período de 2018 a 2022, quem esteve no comando do país foi o PT. E nesse período a dívida externa brasileira só cresceu. De acordo com a Trading Economics “A dívida externa no Brasil aumentou para 855.647,24 milhões de USD (dólar americano) no primeiro trimestre de 2026, em comparação com 819.469,66 milhões de USD no quarto trimestre de 2025.
“A dívida externa no Brasil teve uma média de 350.490,05 milhões de USD de 1980 até 2026, atingindo um máximo histórico de 855.647,24 milhões de USD no primeiro trimestre de 2026 e um mínimo recorde de 64.259,50 milhões de USD no quarto trimestre de 1980”.
Com relação à dívida interna, de acordo com o portal G1: “A dívida do setor público consolidado registrou alta de um ponto percentual em julho, atingindo 77,6% do PIB — o equivalente a R$ 9,6 trilhões, segundo dados do Banco Central”. O G1 informa ainda que, segundo o BC, o método, utilizado desde 2008, "reflete as características institucionais brasileiras".
“No padrão do Fundo Monetário Internacional (FMI), referência para comparação internacional — que inclui títulos públicos que estão na carteira do BC no endividamento brasileiro —, a dívida do país é muito maior: 90% do PIB (patamar de julho)”. Ou seja, ao contrário do que apregoa nosso presidente, o país não é nenhum exemplo de crescimento sustentado, muito pelo contrário, ele caminha a passos gigantes para se tornar uma republiqueta venezuelana, rica em petróleo, mas cuja economia é um desastre e a população se vê às voltas para ter uma alimentação digna. O país chafurda na mediocridade de seus ex-presidentes de esquerda Hugo Chaves e Nicolás Maduro, hoje preso nos Estados Unidos.
O que mais dói é saber que até o Paraguai, até tempos atrás o patinho feio da América do Sul, ostenta um crescimento econômico melhor que o nosso. Haja visto a migração importante de empresas brasileiras para as terras guaranis.
Claro que o PT tem muitos adeptos, aqueles que se locupletam das benesses do governo, os que não leem e apenas se deixam enganar pelo noticiário comprometido da mídia mal-intencionada e os que não se importam com os destinos do país, desde que não sejam prejudicados.
O grande problema nacional é que a cada eleição, procuramos eleger o menos pior, pois o que se foi não deixa saudades, e a renovação inexiste, a cada ano que passa nossos jovens se interessam menos pela política. Aliás, devemos isso à 1964, quando a intervenção militar amordaçou os diretórios acadêmicos de nossas faculdades, de onde saíam líderes importantes do Brasil.
Que façamos, aqueles que ainda têm um pouco de amor pela pátria, um mergulho na vida política dos nossos atuais candidatos e que consigamos eleger pessoas realmente comprometidas com o bem-estar do Brasil e por consequência, do seu povo.
É querer muito, mas que consigamos eleger um presidente que remeta o Brasil ao seu patamar de nação séria, sem a alcunha de ser uma das mais corruptas do mundo, menos endividada e que voltemos a ter orgulho de sermos brasileiros. Atualmente, até a nossa seleção já não é mais a mesma, um desastre.
E que tenhamos um governador que recoloque o Estado do Rio de Janeiro no patamar que já foi, de um dos mais importantes do Brasil. Por falar nisso, Sérgio Cabral esteve recentemente por aqui, num conhecido estabelecimento de Friburgo. Só não sei se ainda usa tornozeleira eletrônica.

Max Wolosker
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