Obras do novo Colégio Odette Penna Muniz são retomadas

Intervenção em terreno na Rua Prudente de Moraes foi oficializada em 2024, mas parou um mês depois
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Henrique Pinheiro
Foto: Henrique Pinheiro

Após um longo período de paralisação, as obras de construção do novo Colégio Odette Penna Muniz, em um terreno da Rua Prudente de Moraes, no bairro Vila Nova, foram retomadas. O anúncio foi feito pelo prefeito Johnny Maicon (PL), em suas redes sociais, e gerou expectativa da comunidade escolar pela conclusão de um projeto aguardado há anos.

A interrupção da obra ocorreu após a empreiteira responsável pelas intervenções abandonar o serviço, o que resultou em uma disputa judicial entre a construtora e a Prefeitura de Nova Friburgo. Recentemente, segundo a postagem do prefeito, a Justiça determinou que os trabalhos sejam retomados, sob pena de aplicação de multa diária de R$ 10 mil à empreiteira vencedora da licitação, em caso de descumprimento da decisão.

Com a decisão judicial, a prefeitura afirma que dará andamento ao projeto, considerado estratégico para a rede municipal de ensino. A escola é uma das mais tradicionais da cidade e atende alunos de diferentes bairros, o que torna a retomada das obras um passo importante para a reorganização do atendimento educacional. Nesta terça-feira, 13, operários trabalhavam no canteiro de obras da nova escola que, segundo a prefeitura, realizam o trabalho de “fechamento de alvenaria”. 

De acordo com informações da Secretaria Municipal de Educação, divulgadas anteriormente, o novo prédio do Colégio OPM foi planejado para oferecer uma estrutura moderna e mais ampla. A unidade terá capacidade para atender cerca de 260 alunos do Ensino Fundamental por turno, distribuídos em dez salas de aula, além de espaços específicos para atividades pedagógicas complementares. Entre os ambientes previstos estão salas destinadas a artes plásticas, teatro, dança, lutas, informática, e atendimento multifuncional, ampliando as possibilidades de aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes.

A prefeitura, no entanto, não informou, até o momento, um novo prazo para conclusão, mas destacou que a prioridade é garantir o andamento regular dos trabalhos e a entrega de uma escola adequada às necessidades da comunidade.

Uma obra marcada por atrasos e expectativa

 O prédio antigo da escola, na Praça da Bandeira, também na Vila Nova, foi interditado pela Defesa Civil, em 12 de junho de 2019, depois de A VOZ DA SERRA denunciar as péssimas condições em que se encontrava a estrutura do imóvel: um casarão antigo ao lado do quartel do Corpo de Bombeiros. Na época, a Secretaria de Educação transferiu os alunos do Odette para o Colégio Estadual Jamil El Jaick, no Centro, e confirmou que não havia como reformar o imóvel e que iria construir uma nova escola. Mais de dois anos depois, houve a licitação para contratação de uma construtora, mas o processo acabou sendo paralisado judicialmente. 

Em uma audiência pública para tratar da construção do novo prédio do Colégio OPM, que aconteceu em 8 de junho de 2022, o então procurador do município, João Figueiró, explicou que já havia iniciado os trâmites legais em 2021 para a construção de uma nova sede, na Rua Prudente de Moraes. 

A licitação ocorreu no dia 26 de agosto de 2021 e a empresa TRZ Engenharia foi a vencedora, porém, as demais empresas participantes da licitação entraram com pedido de recurso. No dia 27 de outubro do mesmo ano, a sessão teve prosseguimento, quando a empresa GranRio Engenharia venceu, ofertando o menor preço global de R$ 3.139.588,20. Entretanto, a segunda colocada entrou na Justiça paralisando o processo”, esclareceu o procurador, na ocasião.

Depois de quase um ano de espera, em outubro de 2022, a Justiça autorizou o prosseguimento dos trâmites das obras de construção da nova sede do Colégio Odette Penna Muniz. Em maio de 2024, a Prefeitura de Nova Friburgo oficializou a ordem de serviço para a construção do novo prédio, no bairro Vila Nova. Na época, a prefeitura esclareceu que o processo de construção da nova sede enfrentou atraso devido a mais uma ação judicial, que impediu o andamento da obra.

 
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Foto: Henrique Pinheiro

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