Atualmente, o município conta com 36 sirenes espalhadas em bairros e distritos com áreas de risco, e em dezembro de 2025, solicitou ao Governo do Estado do Rio de Janeiro mais 18 sirenes para melhor atendimento à população. A Defesa Civil também conta com alertas emitidos através de suas redes sociais e da prefeitura, sempre que há uma previsão de chuva moderada ou forte, com o objetivo de orientar a população.
Além do sistema de alerta-alarme via SMS, em que os moradores cadastrados são informados sobre a previsão do tempo, além de orientações sobre o que fazer em caso de possíveis desastres naturais. No site oficial da prefeitura (www.novafriburgo.rj.gov.br) também estão disponíveis a lista dos 71 pontos de apoio municipais.
A Defesa Civil também implantou um sistema de monitoramento de nível dos rios, com a instalação de câmeras de vídeo em pontos críticos da cidade. Também foram adquiridos novos veículos com tração, garantindo que a assistência chegue até em locais com difícil acesso.
Para o morador do bairro Vilage, Ronats, de 65 anos, a atuação da atual equipe da Defesa Civil foi fundamental para a retomada da qualidade de vida na região. “O que mais me marcou na época da tragédia foi o descaso da antiga equipe da Defesa Civil. Naquele período a intenção do então prefeito era acabar com todas as casas dessa região (parte mais alta do bairro). Queriam nos tirar a força de nossas casas, lembro que na época cortaram nossa energia e água, e se não fosse a mobilização dos moradores, recorrendo à Defensoria Pública, não teríamos conseguido lutar contra essa ação”, explicou.
Segundo ele, naquela época, uma parte dos moradores receberam o aluguel social, e apesar de pensarem que retornariam para suas casas, depois da construção do conjunto habitacional Terra Nova, eles não voltaram. “Nós resistimos aqui, apesar de todos os problemas envolvidos”, disse.
O morador ainda lamenta o descaso da prefeitura. “Minha casa está interditada até hoje. Não recebi nenhuma resposta e atualmente a Defesa Civil está lutando para uma obra de contenção aqui, para proteger todas as casas. Graças a ela, algumas casas já foram desinterditadas, essa equipe atual tem nos ajudado muito”, completou.

Nova Friburgo conta com Plano de Contingência para Chuvas Intensas
Desde 2021, o Plano de Contingência Municipal para Chuvas Intensas (Plancon) vem sendo revisado e atualizado anualmente. Além disso, foi criado o Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil para Rompimento/Colapso de Barragens e o Plano de Contingência para Estiagem e Incêndios Florestais, lançado em 2025.
O município ainda desenvolveu o Grupo de Ações Coordenadas (Grac), composto pelo poder público, entidades, concessionárias e representantes civis para articular respostas rápidas em situações de emergências.
Em meio as cicatrizes da tragédia, obras foram realizadas
Desde a tragédia, foram realizadas diversas obras para a melhoria dos pontos afetados, e para um maior amparo aos moradores. Entre elas, a construção do conjunto habitacional Terra Nova, no distrito de Conselheiro Paulino. Ao todo, foram investidos cerca de R$ 292 milhões, com verbas estaduais e federais para a construção de 2.180 apartamentos. Com isso, mais de duas mil famílias foram retiradas de áreas de risco ou receberam um imóvel para morar, depois de terem perdido o que residiam.
Em 2022, o Governo do Estado do Rio de Janeiro realizou um investimento de R$ 80 milhões para as obras de contenção de encostas, que estavam dentro das intervenções consideradas, na ocasião da tragédia, como de alto e altíssimo risco.
Foram realizadas obras nos bairros Jardinlândia e Floresta, no distrito de Conselheiro Paulino, na Vila Nova e no Lazareto, em Duas Pedras. Além das obras de drenagem no centro da cidade, executadas por uma empreiteira contratada pelo Governo do Estado, para impedir os alagamentos em vários trechos durante chuvas fortes. O Rio Bengalas também recebeu canalização no trecho entre o Centro e o distrito de Conselheiro Paulino.
No mesmo ano, foram realizadas as obras de drenagem pluvial e pavimentação nas ruas Minas Gerais, parte da Avenida Conselheiro Julius Arp e Alameda José Walter Vogt, no bairro Bela Vista.

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