O aluguel por temporada se consolidou como uma das principais formas de hospedagem no Brasil, impulsionado pelo turismo doméstico, pela digitalização das reservas e pela busca por experiências mais flexíveis. No entanto, esse crescimento vem acompanhado de um alerta: os golpes envolvendo anúncios falsos, pagamentos irregulares e imóveis inexistentes também aumentaram, especialmente em períodos de alta demanda.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua – Turismo) mostram que mais de 90% das viagens realizadas pelos brasileiros são domésticas, o que fortalece destinos com forte oferta de casas para alugar por temporada e amplia o uso de plataformas digitais para reserva.
Procura amplia risco de fraudes
Cidades com grande fluxo turístico concentram tanto oportunidades legítimas quanto tentativas de golpe. Destinos como Rio de Janeiro, Florianópolis, Salvador, Fortaleza, Belém, estão entre alguns mais procurados ao longo do ano — especialmente no verão, feriados prolongados e grandes eventos.
Segundo levantamentos do setor e dados de órgãos de defesa do consumidor, as reclamações relacionadas a fraudes no aluguel de temporada crescem justamente nesses períodos, quando o consumidor age com mais urgência para garantir hospedagem.
Golpes mais comuns
Órgãos como Procon e Senacon apontam padrões recorrentes nas denúncias registradas:
Anúncios falsos ou copiados — Imóveis anunciados com fotos retiradas de outros sites, muitas vezes associados a endereços inexistentes ou que não pertencem ao anunciante.
Pagamento fora da plataforma — Solicitação de Pix, transferência ou depósito direto, sem intermediação, eliminando qualquer proteção ao consumidor.
Ofertas com preço muito abaixo do mercado — Valores incompatíveis com a média de destinos como aluguel de casas por temporada em Paraty, Búzios, Balneário Camboriú, ou aluguel por temporada em Guarapari, costumam ser um dos principais sinais de alerta.
Intermediários falsos — Golpistas se passam por corretores ou proprietários, usando contratos e documentos fraudulentos.
Como se proteger
Utilize plataformas confiáveis e especializadas — Optar por marketplaces estruturados de aluguel por temporada reduz significativamente o risco de fraude. A plataforma atua com verificação de anúncios, transparência nas informações e ambiente controlado de negociação, oferecendo mais segurança ao viajante.
Compare preços e desconfie de ofertas irreais — Se o valor estiver muito abaixo da média praticada, é essencial redobrar a atenção.
Evite negociações fora do ambiente digital seguro — Conversas e pagamentos feitos fora da plataforma dificultam comprovações e cancelamentos em caso de problema.
Verifique avaliações e histórico do anunciante — Plataformas como o CasaTemporada permitem acesso a anúncios com informações completas, histórico de uso e maior rastreabilidade.
Dica de Segurança — Independentemente da plataforma escolhida, sempre leia atentamente os termos de uso, políticas de cancelamento e avaliações de hóspedes anteriores, e prefira sempre realizar pagamentos através dos sistemas internos das plataformas, evitando transferências diretas por aplicativos ou fora do ambiente seguro.
O que fazer se cair em um golpe
- Registrar boletim de ocorrência em delegacia de Polícia Civil;
- Guardar comprovantes de pagamento e conversas;
- Acionar o Procon do estado;
- Registrar reclamação na plataforma utilizada;
- Buscar orientação jurídica, se necessário.
A Senacon reforça que denúncias ajudam a identificar padrões de fraude e a proteger outros consumidores.
Informação é a melhor forma de prevenção
O crescimento do aluguel por temporada no Brasil é uma tendência irreversível, impulsionada pelo turismo doméstico e pela busca por experiências mais personalizadas. Para garantir férias tranquilas, o consumidor precisa aliar planejamento, informação e uso de plataformas confiáveis. Em um mercado cada vez mais digital, segurança, transparência e responsabilidade são fatores decisivos — tanto para quem aluga quanto para quem anuncia.

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