O pânico dos pets devido aos barulhentos fogos de artifício

Cães e gatos que já tenham histórico de doença cardíaca devem ter cuidados especiais nessas situações
segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Freepik
Foto: Freepik
As celebrações de fim de ano começaram e, com elas, o pânico dos cães devido aos barulhentos fogos de artifício. Nesta época do ano, a atenção aos animais de estimação deve ser redobrada. A maioria dos animais tem medo de fogos e rojões. Isso ocorre porque o barulho dos fogos de artifícios amedronta o animal, em situação de desespero, acabam fugindo de suas residências em busca de abrigo. 

É importante que o tutor solicite orientação de um veterinário
"Nos meses de dezembro e janeiro, o índice de cães perdidos aumentam", informa Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News. Muitos animais tentam fugir e acabam se ferindo em portões, lanças ou mesmo se enforcando nas cordas e correntes. 

Os animais precisam se sentir seguros, assim é necessário mantê-los abrigados em locais aonde eles possam se esconder, muitos gostam de ficar embaixo de móveis ou escadas, mas tente não deixá-los sozinhos.

"O ouvido humano pode captar sons que estão numa faixa de vibração entre 20 e 20.000 ciclos por segundo, enquanto que os cães alcançam sons entre 18 e 40.000 ciclos por segundo, portanto para eles os fogos geram um barulho realmente insuportável, deixando muitos apavorados", ressalta.

É importante condicionar o cão ao som alto dos fogos diariamente, assim o estresse do animal com o ruído será cada vez menor. Além disso, o treinamento deve ser diário e durar cerca de 20 minutos. Uma boa estratégia é fazer com que o cão se alimente ouvindo o som de fogos. Assim, irá associar à alimentação, a uma coisa positiva. O tutor deve ligar o som e em seguida oferece alimentação para o animal.

Atenção, durante os fogos:
  • Evite deixar seu animal sozinho;
  • Se ele precisar ficar sozinho, deixe-o em um local seguro; 
  • Evite fugas mantendo portões e portas fechados.
  • Evite enforcamento não o deixando preso por coleiras e guias.
  • Evite a automedicação, sem orientação do veterinário, pois há risco à saúde dos bichinhos. 
  • Cães e gatos que já tenham histórico de doença cardíaca devem ter cuidados especiais nessas situações. É importante que o tutor solicite orientação de um veterinário.
  • Alguns animais toleram bem a colocação de algodões nos ouvidos para abafamento dos sons. O algodão deve ser colocado com cuidado e retirado imediatamente após o término dos ruídos. 
  • Portas e janelas de vidro devem ser bem fechadas na hora da queima de fogos de artifício. Fazer uso de outros sons para abafar o barulho intenso vindo de fora ajuda para que o animal fique menos conectado ao som principal. Depois, coloque uma música tranquila, que ajudará a proporcionar um ambiente mais calmo. O tutor deve agir como numa comemoração, para que ele associe o momento a coisas positivas.
  • Evite posições curvadas. Esse também é visto pelo animal como um sinal de insegurança;

“Por fim, tente mostrar a ele que a situação está controlada, assegurando que ele está protegido, conclui”, a editora.
 

Apoie o jornalismo de qualidade

Há 81 anos A VOZ DA SERRA se dedica a buscar e entregar a seus leitores informações atualizadas e confiáveis, ajudando a escrever, dia após dia, a história de Nova Friburgo e região. Por sua alta credibilidade, incansável modernização e independência editorial, A VOZ DA SERRA consagrou-se como incontestável fonte de consulta para historiadores e pesquisadores do cotidiano de nossa cidade, tornando-se referência de jornalismo no interior fluminense, um dos veículos mais respeitados da Região Serrana e líder de mercado.

Assinando A VOZ DA SERRA, você não apenas tem acesso a conteúdo de qualidade, mantendo-se bem informado através de nossas páginas, site e mídias sociais, como ajuda a construir e dar continuidade a essa história.

Assine A Voz da Serra

TAGS: