A noite desta quinta-feira, 04, reserva um presente especial para quem ama observar o céu: a última superlua do ano. O fenômeno poderá ser visto em todo o Brasil (e no mundo) e promete iluminar a noite com um brilho mais intenso e um tamanho aparente maior do que o habitual.
O fenômeno ocorre porque o satélite natural estará a cerca de 357 mil quilômetros da Terra, distância inferior à média. Pouco depois das 18h14 (horário de Brasília), a Lua atinge sua fase cheia já próxima do perigeu, ponto de maior aproximação com o planeta. Entretanto, o melhor momento para vê-la é por volta das 20 horas.
Maior visibilidade
Mesmo que a fase cheia aconteça mais precisamente na noite do dia 04, a Superlua Fria ficará visível praticamente no auge também no dia anterior e no dia seguinte. O destaque deve ser na sexta-feira, 05 de dezembro, quando o astro nasce cerca de uma hora após o pôr do sol, oferecendo um visual ainda mais marcante.
A Lua Fria de dezembro costuma alcançar a maior altura no céu entre todas as luas cheias do ano. Isso acontece porque, à medida que o solstício de inverno se aproxima no Hemisfério Norte, em 21 de dezembro, o sol aparece cada vez mais baixo no horizonte durante o dia.
Como a lua cheia fica na direção oposta ao Sol, ela atinge seu ponto mais alto justamente nesse período, criando um contraste evidente no céu noturno.
Como observar
Para aproveitar ao máximo o fenômeno, recomenda-se buscar locais com boa visibilidade do horizonte, longe de poluição luminosa, e observar a Lua nas primeiras horas após o nascer, quando sua aparência próxima ao horizonte pode gerar efeitos visuais de maior impacto. Uma boa observação dependerá das condições climáticas.
A melhor hora para apreciar o espetáculo será logo após o pôr do sol. Os horários variam conforme a cidade. Por exemplo, no Rio de Janeiro, às 18h27 e em São Paulo, por volta das 18h43. O ápice do fenômeno deve ocorrer às 20h13 (horário de Brasília).
Nomes populares
Apesar de divergências entre especialistas, o conceito de "superlua" acabou se tornando popular e foi incorporado pela comunidade científica como uma forma de aproximar a astronomia do público. Cada lua cheia tem também um nome descritivo, relacionado ao período do ano em que ocorre no Hemisfério Norte. Estas designações vêm principalmente de tradições norte-americanas, tanto indígenas quanto coloniais, e se tornaram comuns globalmente. São elas:
- Janeiro: Lua do Lobo
- Fevereiro: Lua da Neve
- Março: Lua da Minhoca
- Abril: Lua Rosa
- Maio: Lua das Flores
- Junho: Lua do Morango
- Julho: Lua do Cervo
- Agosto: Lua do Esturjão
- Setembro: Lua do Milho
- Outubro: Lua do Caçador
- Novembro: Lua do Castor
- Dezembro: Lua Fria
Já em 2026, são esperadas três superluas. A primeira ocorrerá logo no início do ano, em 3 de janeiro. Depois, haverá uma longa espera, até 24 de novembro. A última acontecerá em 24 de dezembro de 2026.
A última superlua do ano é mais do que um fenômeno astronômico. É uma oportunidade de desacelerar, contemplar e sentir-se parte de algo maior. Mesmo que o brilho aumentado seja apenas um detalhe técnico da órbita lunar, o impacto emocional que ela causa é imenso.
Se o céu colaborar, vale reservar alguns minutos da noite desta quinta-feira para se conectar com essa beleza que atravessa culturas, épocas e fronteiras. Afinal, olhar para a Lua sempre foi um gesto de encantamento, e, nessas noites especiais, ela realmente parece brilhar só para nós.
*Estagiária Laís Lima supervisão de Ana Borges

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