Superlua desta quinta é a última do ano; veja como observar o fenômeno

O fenômeno ocorre quando a Lua cheia coincide com o momento em que o satélite natural está mais perto da Terra
quinta-feira, 04 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Henrique Pinheiro
Foto: Henrique Pinheiro

A noite desta quinta-feira, 04, reserva um presente especial para quem ama observar o céu: a última superlua do ano. O fenômeno poderá ser visto em todo o Brasil (e no mundo) e promete iluminar a noite com um brilho mais intenso e um tamanho aparente maior do que o habitual.

O fenômeno ocorre porque o satélite natural estará a cerca de 357 mil quilômetros da Terra, distância inferior à média. Pouco depois das 18h14 (horário de Brasília), a Lua atinge sua fase cheia já próxima do perigeu, ponto de maior aproximação com o planeta. Entretanto, o melhor momento para vê-la é por volta das 20 horas.

Maior visibilidade

Mesmo que a fase cheia aconteça mais precisamente na noite do dia 04, a Superlua Fria ficará visível praticamente no auge também no dia anterior e no dia seguinte. O destaque deve ser na sexta-feira, 05 de dezembro, quando o astro nasce cerca de uma hora após o pôr do sol, oferecendo um visual ainda mais marcante.

A Lua Fria de dezembro costuma alcançar a maior altura no céu entre todas as luas cheias do ano. Isso acontece porque, à medida que o solstício de inverno se aproxima no Hemisfério Norte, em 21 de dezembro, o sol aparece cada vez mais baixo no horizonte durante o dia. 

Como a lua cheia fica na direção oposta ao Sol, ela atinge seu ponto mais alto justamente nesse período, criando um contraste evidente no céu noturno.

Como observar

Para aproveitar ao máximo o fenômeno, recomenda-se buscar locais com boa visibilidade do horizonte, longe de poluição luminosa, e observar a Lua nas primeiras horas após o nascer, quando sua aparência próxima ao horizonte pode gerar efeitos visuais de maior impacto. Uma boa observação dependerá das condições climáticas.

A melhor hora para apreciar o espetáculo será logo após o pôr do sol. Os horários variam conforme a cidade. Por exemplo, no Rio de Janeiro, às 18h27 e em São Paulo, por volta das 18h43. O ápice do fenômeno deve ocorrer às 20h13 (horário de Brasília).

Nomes populares

Apesar de divergências entre especialistas, o conceito de "superlua" acabou se tornando popular e foi incorporado pela comunidade científica como uma forma de aproximar a astronomia do público. Cada lua cheia tem também um nome descritivo, relacionado ao período do ano em que ocorre no Hemisfério Norte. Estas designações vêm principalmente de tradições norte-americanas, tanto indígenas quanto coloniais, e se tornaram comuns globalmente. São elas:

  • Janeiro: Lua do Lobo
  • Fevereiro: Lua da Neve
  • Março: Lua da Minhoca
  • Abril: Lua Rosa
  • Maio: Lua das Flores
  • Junho: Lua do Morango
  • Julho: Lua do Cervo
  • Agosto: Lua do Esturjão
  • Setembro: Lua do Milho
  • Outubro: Lua do Caçador
  • Novembro: Lua do Castor
  • Dezembro: Lua Fria

Já em 2026, são esperadas três superluas. A primeira ocorrerá logo no início do ano, em 3 de janeiro. Depois, haverá uma longa espera, até 24 de novembro. A última acontecerá em 24 de dezembro de 2026. 

A última superlua do ano é mais do que um fenômeno astronômico. É uma oportunidade de desacelerar, contemplar e sentir-se parte de algo maior. Mesmo que o brilho aumentado seja apenas um detalhe técnico da órbita lunar, o impacto emocional que ela causa é imenso. 

Se o céu colaborar, vale reservar alguns minutos da noite desta quinta-feira para se conectar com essa beleza que atravessa culturas, épocas e fronteiras. Afinal, olhar para a Lua sempre foi um gesto de encantamento, e, nessas noites especiais, ela realmente parece brilhar só para nós.

 

*Estagiária Laís Lima supervisão de Ana Borges

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