O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), através da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do núcleo Nova Friburgo, encaminhou ofício à prefeitura e a Secretaria Municipal de Saúde, denominado “Notícia de Fato”, cobrando providências urgentes à administração municipal sobre irregularidades observadas no Hospital Municipal Raul Sertã e em unidades básicas de saúde.
No ofício assinado pelo promotor Hedel Nara Ramos Júnior é destacado o termo “notícia de improbidade administrativa no Raul Sertã”, devido a denúncia de desvio de bens públicos em proveito próprio de servidores do hospital. No documento, enviado também à Câmara de Vereadores, o promotor observa a necessidade de “apuração preliminar” dos fatos.
Dentre os apontamentos feitos pelo MP, constam denúncias de falha no atendimento a pacientes nos plantões do setor de urgência do Hospital Raul Sertã, principalmente no setor de ortopedia, como a irregularidade observada na carga horária de dois médicos plantonistas, além da falta de médicos também nos postos de saúde e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do distrito de Conselheiro Paulino, o que, no entendimento do MP, pode caracterizar crime de improbidade administrativa e, consequentemente, processos judiciais a serem respondidos pelos gestores da saúde municipal.
Nesta semana, por exemplo, A VOZ DA SERRA recebeu a denúncia de uma paciente do posto Sílvio Henrique Braune, no Suspiro, que vinha fazendo tratamento reumatológico, mas teve que interrompê-lo devido a médica Raquel Zandonade, ter pedido demissão da prefeitura, há pelo menos, três meses, e até agora a Secretaria Municipal de Saúde não providenciou um profissional substituto.
“Fui à consulta em maio e a médica pediu diversos exames para tratamento de lúpus. São exames caros que fiz pelo SUS. Quando os exames ficaram prontos e eu fui ao posto marcar a consulta de retorno, soube que a médica saiu da rede e não tem substituto. Com isso, os exames já perderam a validade. Tentei ir num reumatologista particular, mas o mais barato que achei cobrou R$ 300 pela consulta. Não tenho como pagar esse valor e estou sentindo dores”, relatou a paciente indignada com a atual falta de reumatologistas em toda a rede pública.
“No guichê de marcação de consultas do posto do Suspiro, os funcionários sempre falam a mesma coisa: a contratação de um novo reumatologista só deve acontecer pelo concurso público da prefeitura”, completa a paciente.
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