Vírus da dengue não pode ser esquecido por causa da pandemia

Equipes da Vigilância em Saúde de Nova Friburgo realizam trabalho de prevenção à doença
sexta-feira, 05 de novembro de 2021
por Thiago Lima ([email protected])
Agente de saúde visita domicílios em Nova Friburgo (Foto: Henrique Pinheiro)
Agente de saúde visita domicílios em Nova Friburgo (Foto: Henrique Pinheiro)

Com a pandemia da Covid-19, muita gente pode ter deixado de lado outros cuidados importantes com a saúde pública. Um deles é o do combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika - doenças típicas do final do verão e outono em função do excesso de chuva. É importante reforçar a orientação de que não se deve deixar recipientes com acúmulo de água.

É importante diferenciar os sintomas dessas doenças, principalmente em tempos de pandemia. Os sintomas podem se confundir com os de outras doenças. Tanto a dengue como a chikungunya costumam causar febre, dores pelo corpo e cefaleia (dor de cabeça). A dengue é identificada pelo mau estar, dores no corpo e a chikungunya, dores e inchaço nas articulações. Já a zika se destaca por uma febre mais baixa (ou ausência de febre), muitas manchas na pele e coceira no corpo - a principal diferença entre a dengue e a Covid-19 é a febre alta repentina.

Com isso, as equipes da Vigilância em Saúde, setor da Secretaria Municipal de Saúde de Nova Friburgo, estão realizando o trabalho de conscientização para a prevenção de arboviroses, como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Os agentes de endemias estão indo de casa em casa nos bairros com maiores focos, como Alto de Olaria, Olaria, Centro, Perissê e Cordoeira. Devido a pandemia, os profissionais fazem as vistorias até em quintais. Além disso, as instruções sobre atitudes que previnem a dengue, por exemplo, são passadas aos moradores. 

Outra medida de prevenção e também de pesquisa sobre o mosquito Aedes aegypti é a instalação de armadilhas, onde é simulado um ambiente que seria propício para a proliferação. Nos vasos de plantas preenchidos por água parada, os pesquisadores inserem uma palheta de madeira, que facilita a colocação dos ovos pelas fêmeas. O resultado dessa ação permite que haja um norteador mais assertivo para a Vigilância em Saúde sobre os locais com risco maior de generalização da doença. 

É extremamente importante que a população contribua nesta causa eliminando água parada, como em vasos, pneus, garrafas, piscinas e caixas d’água; fazendo a lavagem regular das calhas e não descartar lixo em terrenos baldios.

“A prevenção é feita de forma rotineira e não existe a necessidade de agendamento. Quando um morador tem alguma reclamação sobre local com foco de transmissão ou depósito de água, ele pode ligar para a Vigilância Ambiental pelo telefone 2543-6293 e fazer sua reclamação que uma equipe irá ao local verificar. Os moradores devem ter a corresponsabilidade de cuidar do seu ambiente”, esclarece a subsecretária de Vigilância em Saúde, Fabíola Penna. 

Casos notificados de janeiro a outubro

Chikungunya: negativos (7), positivos (0); Dengue: negativos (33), positivos (3) (São Geraldo,  Duas Pedras e Conselheiro Paulino); Febre Amarela: negativos (1), positivos (0); Zika: negativos (3), positivos (0).

 

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TAGS: saúde