Bodas de Prata comemoradas em Brasília

Max Wolosker

Max Wolosker

Economia, saúde, política, turismo, cultura, futebol. Essa é a miscelânea da coluna semanal de Max Wolosker, médico e jornalista, sobre tudo e sobre todos, doa a quem doer.

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Hoje não falarei nem de política, nem de futebol, nem de qualquer outro assunto que não seja o amor. No mundo atual é o componente que falta para melhorar as relações humanas; talvez muita coisa que acontece, de ruim para a humanidade, fosse minorado se houvesse mais fraternidade entre os povos, entre as pessoas. No meu caso, em particular, não poderia passar em branco, a data de 10 de maio de 2022, dia em que Oneli e eu completamos 25 anos de casados. E assim como Nova Friburgo, no dia 10 de maio de 1997 foi palco de nosso casamento, Brasília foi a cidade escolhida para a comemoração das nossas Bodas de Prata.

Antes que me perguntem o porque de Brasília, devo responder que é a cidade onde moram nossos filhos mais velhos e, em sendo a capital federal, daria mais brilho à festa. Aliás, poderia ser em qualquer outro lugar, pois o mais importante no caso, é o amor, afinal 25 anos juntos, em que o companheirismo, a cumplicidade e ele, sempre ele, mostraram o acerto daquela união sacramentada no século passado e que se solidificou ao longo dos anos.

Nossas histórias são semelhantes com relação ao fato de sermos oriundos de dois casamentos desfeitos, de termos filhos do primeiro enlace, eu com dois e a Oneli com três e, na  época, estarmos livres e desembaraçados. Trabalhávamos na mesma repartição federal, o INSS, portanto já nos conhecíamos apesar de não sabermos ainda, que estar juntos para sempre, seria o nosso destino. Mas, a vida nos reserva sempre surpresas e num feriadão de 1992 começamos a namorar até que, cinco anos depois, quando marcamos uma viagem para a Europa, fui comunicado pela Oneli, que ela só entraria no avião casada. Com a certeza de que quem manda são as mulheres, tive a confirmação de que aquela seria nossa viagem de lua de mel. E foi.

Não vou me ater ao que aconteceu nesses 25 anos, pois não creio ser muito diferente de casais que se amam e estão juntos porque esse foi o objetivo que traçaram, para constituir uma nova família. Vale apenas ressaltar que não tivemos filhos primeiro pela nossa idade, mais de 40 anos de idade e, segundo, porque nessa altura do campeonato, a meta principal é curtir a vida a dois, jamais aumentar uma prole que já totalizava cinco, quatro homens e uma mulher. Nunca foi do meu feitio, ser pai-avô.

Vou me estender sobre a festa, um acontecimento que nos reservou surpresas em cima de surpresas. Como se tratava de uma reunião mais íntima, teríamos poucos convidados, nossos filhos e netos (aqui em Brasília são cinco netos), um casal de amigos, dos tempos de Cabo Frio e a irmã de uma das minhas noras. Não pudemos ficar em casa, por ser uma das surpresas preparadas, e apesar dos meus protestos de que a lua de mel é depois do casório, fomos dormir num hotel. No dia, chegamos juntos com os convidados. Foi de cair o queixo, pois não conhecia o lado promoter da Wandrea, a dona da casa. Ela é uma conceituada uteísta neo-natorum, mas como organizadora de eventos deixa muito profissional no chinelo.

Como a minha outra nora, a Cristiane, também tem o dom de organizar festas, a união das duas foi de deixar a Oneli e eu de boca aberta e de embargar a voz. A ornamentação não deixava dúvidas do que se tratava, o painel com nossas fotos antigas e recentes, juntos, separados e com a família deixava claro a nossa personalidade e o talento da Wandrea para escolher entre as muitas fotos que lhe foram passadas. A ornamentação do salão, aproveitando o jardim interno, a disposição da comida, dos doces e salgados e da bebida, estavam perfeitas e, de novo, de trazer lágrimas aos olhos.

Foi um momento mágico e especial nessas nossas idas e vindas à Brasília, pois o Max já mora aqui desde 2006 e o Paulo Henrique se mudou em 2019. Oneli e eu só temos a agradecer o esforço e a dedicação da Wandrea e da Cristiane, por ter tornado esse momento tão mágico.

Mas, meu agradecimento maior é dedicado a você, minha adorada Oneli, pois sem você essa história não teria sido escrita, sem seu amor, sua paciência e sua compreensão não teríamos chegado tão longe. Não podemos fazer previsões muito elásticas para o futuro, pois já não somos tão jovens, mas creio que nossa próxima meta poderia ser nossas bodas de coral, 35 anos de casamento. As bodas de coral simbolizam o amadurecimento e a fortificação do relacionamento, assim como acontecem com os corais marinhos, que levam anos até se constituírem totalmente. Creio que eu com 82 e você com 83 anos, estaremos ainda lúcidos para mais uma data marcante. Obrigado minha querida por esses nossos 25 anos juntos e que Deus nos permita chegar lá, as bodas de corais ainda inteiros e com saúde. 

Publicidade
TAGS:

Max Wolosker

Max Wolosker

Economia, saúde, política, turismo, cultura, futebol. Essa é a miscelânea da coluna semanal de Max Wolosker, médico e jornalista, sobre tudo e sobre todos, doa a quem doer.

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.