Planeje seus investimentos. Caderneta de poupança e Selic não valem a pena

Gabriel Alves

Educação Financeira

CEO da empresa Delta, de consultoria, Gabriel escreve sobre economia e finanças e dá dicas de inteligência no gerenciamento de gastos e de como conquistar o equilíbrio entre desejo de aquisições e controle emocional para otimizar as despesas.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Investir é fundamental se você deseja prosperidade e independência. Afinal, tornar-se refém das próprias finanças é um caminho inevitável se não houver planejamento ativo de geração de renda.

Educação Financeira é o meio – muitas vezes de conhecimento empírico para aqueles com maior facilidade – para um planejamento, adequado ao seu estilo de vida, que viabilize suas conquistas ao longo da vida. Vamos, então, para alguns conceitos que vão te auxiliar a compreender como deve ser baseado o planejamento de uma carteira de investimentos.

Liquidez: dentro dos seus investimentos, esse é o primeiro ponto a ser analisado, pois  trata-se do período de tempo entre investimento e resgate do capital; podendo haver lucro ou não.

Antes de explicar a organização que deve haver por trás da liquidez, vamos analisar alguns termos comuns ao estudar um investimento. D+0; D+1; D+15; D+30: essas notações representam o tempo de resgate de capital em determinados produtos do mercado financeiro. Traduzindo, a letra “D” representa o dia da sua operação e o número posterior representa o tempo de resgate – a partir do dia da operação. Vamos exemplificar: imagine-se escolhendo um fundo de investimentos e em suas especificações conste a notação D+15; se precisar resgatar o capital (integral ou parcial) investido, você emite a ordem de resgate e, a contar do dia seguinte, seu dinheiro estará disponível após 15 dias. Planeje bem os produtos que estarão em sua carteira para não “ficar na mão”.

Rentabilidade: essa é a parte que enche os olhos – e qualquer desavisado pode acabar considerando este único ponto e tomar uma decisão ruim. Se eu puder me considerar como, leve essa dica de amigo para sempre: quanto maior a rentabilidade, maior o risco. Tema da última coluna, os investimentos fraudulentos fazem parte do dia a dia de um consultor financeiro que vê muitas pessoas, por falta de informação, caírem em golpes. Fique atento. E se não leu meu último texto, aconselho.

Voltando às rentabilidades, há outras duas opções ruins (dessa vez produtos financeiros legais) ao escolher um investimento: Caderneta de poupança e Tesouro Selic, com a taxa Selic a 4,25% ao ano e a inflação real (IPCA) alcançando 4,31% em 2019, têm rentabilidade real negativa. Seu dinheiro, em qualquer uma dessas opções, está sendo corroído pela inflação. Mas então, como ter uma boa rentabilidade? Vamos falar em segurança primeiro.

Segurança: tudo começa com conhecimento e bom senso, saiba distinguir o que é real do inatingível. Os riscos no mercado financeiro se restringem a administração de bancos e empresas onde estão seus investimentos e a falta de planejamento.      Se buscar uma rentabilidade baixa e/ou mediana, há muitos produtos de risco zero. Sim, risco zero. O FGC (Fundo Garantidor de Crédito) garante até R$ 250mil para cada investimento do mesmo CPF em determinados produtos de renda fixa, como CDBs por exemplo.

Agora se busca investimentos mais arrojados com boa rentabilidade, vai precisar se aventurar no mercado de renda variável da Bolsa de Valores. Aqui, o maior risco é a volatilidade! Já viu os gráficos de alguma ação da Bolsa? Caso sim, é provável que tenha reparado nas grandes variações de preço; isso é volatilidade. Por mais que tenha optado por uma boa empresa e esteja alinhado com os parâmetros de administração da instituição, a variação de preço vai existir. E se você não tiver feito a base do seu planejamento, corre o risco de resgatar o capital investido em algum momento de baixa. A renda variável concentra alguns riscos, mas o principal erro de um investidor comum é a falta de planejamento.

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