Ibovespa, ações, fundos: conheça a renda variável

Gabriel Alves

Educação Financeira

CEO da empresa Delta, de consultoria, Gabriel escreve sobre economia e finanças e dá dicas de inteligência no gerenciamento de gastos e de como conquistar o equilíbrio entre desejo de aquisições e controle emocional para otimizar as despesas.

sexta-feira, 07 de fevereiro de 2020

Vamos voltar a falar sobre multiplicar seu patrimônio? Chegou a hora de abordarmos a parte mais temida em uma carteira de investimentos: a renda variável. Na última quarta-feira, 5, enquanto escrevo este texto, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou mais um corte na taxa básica de juros na economia brasileira: a Selic, tema da minha primeira coluna neste jornal, em novembro do ano passado. A Selic estava passando pelo terceiro anúncio de corte no ano, chegava a 5,0% e  ainda viria a passar pelo último corte de 2019 para alcançar o recorde mínimo histórico de 4,5% ao ano. Ainda era pouco... mas, vamos voltar para hoje.

 A cada 45 dias, o Copom realiza uma reunião com seus membros para decidir o futuro da taxa de juros do Brasil. A primeira reunião de 2020 foi esta semana, na última quarta-feira, 5, quando a taxa Selic passou a ser de 4,25%. Agora pense comigo, vale a pena ter um investimento que lhe renda, anualmente, 70% da Selic? Isso representa uma rentabilidade abaixo de 3% ao ano: essa é a base de cálculo para a poupança (70% da Selic + Taxa Referencial [nula]). Partindo do princípio de que a inflação real do país, o IPCA, ultrapassou 4% em 2019, se você ainda aplica na poupança está deixando seu dinheiro ser corroído pela inflação.

Contudo, há outras diversas formas de proteger seu dinheiro da inflação e, ainda melhor, investi-lo para que se multiplique. Um exemplo disse são as carteiras de investimentos em mercado financeiro. Na coluna da semana passada, o assunto foi renda fixa, uma das duas grandes áreas de distinção entre investimentos do mercado financeiro; a outra, tema de hoje, é a renda variável.

Ao pensar em montar uma carteira de investimentos, é fundamental buscar por diversificação, e isso inclui a escolha de diversos produtos entre as rendas variáveis e fixas: quanto mais conservador, maior a porcentagem alocada em renda fixa; quanto mais arrojados os investimentos, maior a porcentagem alocada em renda variável. O problema, é que ao buscar rentabilidade com a Selic baixa, até o investidor mais conservador precisa se arriscar mais na renda variável. Há riscos, mas podem ser controlados de acordo com a estratégia correta.

Ações, contratos futuros, opções, Fundos Imobiliários, ETFs, commodities e câmbio são exemplos de alguns dos produtos oferecidos na renda variável. Uma carteira diversificada não precisa, necessariamente, ter todos esses ativos mas é ideal saber como podem potencializar suas rentabilidades e proteger os riscos; uma assessoria especializada em investimentos pode ajudar nisso.

Entretanto, uma forma simples de iniciar os investimentos em renda variável é buscar fundos de ações ou imobiliários que se alinham ao seu perfil. Eles trazem a segurança de boas gestões (cabe a você escolher uma boa gestão) e operam suas próprias estratégias de segurança. O ponto negativo é que, apesar das possíveis boas rentabilidades, as taxas a serem pagas serão maiores.

 Agora, se você já faz parte da pequena parcela da população que está na renda variável, busque diversificar, além de papéis, os setores de sua carteira. Varie! Invista em saúde, infraestrutura, energia, enfim, no que se sentir mais à vontade. Como proteção de carteira, operar o hedge em contratos futuros ou opções de compra e venda podem ser uma boa estratégia.

Mas lembre-se dos riscos. Invista no que você conhece e com quem confia. A propósito, dos riscos, o que considero mais expressivo é a falta de planejamento; decorrente de outro grande risco, a falta de conhecimento.

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