Hamilton Werneck

Hamilton Werneck

Eis um homem que representa com exatidão o significado da palavra “mestre”. Pedagogo, palestrante e educador, Hamilton Werneck compartilha com os leitores de A VOZ DA SERRA, todas as quartas, sua vasta experiência com a Educação no Brasil.

28/07/2016

As portas das escolas estão abertas e novos alunos, com valores bastante diferenciados de seus professores e até dos projetos pedagógicos das escolas, sentam-se nas salas de aula. Como conviver com eles? Primeiro é importante compreendê-los. Eles já são adoolescentes do século 21 e, nós, professores do século passado. Há uma necessidade urgente de compreensão.

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21/07/2016

Na escola tradicional nada há em comum, porque esta escola educa para repetir. Se analisarmos, mais atentamente, ela desenvolve instrução repetidora. Os alunos não conseguem ver a aplicabilidade do que estão estudando. Já Paulo Freire condenava este tipo de educação, chamando-a de “bancária”, onde o professor deposita conhecimentos na mente poupadora do aluno.

Educar e empreender somente conseguem estar no mesmo patamar quando a escola entende que criatividade é para ser desenvolvida desde cedo. A vida precisa evoluir dos pequenos e médios projetos para os grandes projetos.

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12/07/2016

Depois de alguns mal feitos éticos nos Estados Unidos, como a expulsão de Thomas Édson da escola por ser considerado incapaz, depois que a escola técnica de Zurich não aceitou o Einstein, nós desembocamos no século 21 com maior consciência em relação à inclusão.

Até por questões religiosas a ética foi ferida. Basta ver a questão dos surdos que não eram batizados porque, se a fé entra pelos ouvidos e eles não podiam ouvir, era sinal que Deus não os queria com fé.

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05/07/2016

Há tantas boas intenções em relação à educação que a confusão dos conceitos pode levar a uma apresentação antiética, mesmo quando uma casa comercial pensa estar colaborando com a educação na volta às aulas.

Visitando um shopping encontrei a vitrine de uma loja reunindo duas ideias: a venda de roupas e a volta às aulas. Preservei o nome do shopping, da cidade e o nome da loja. Veja a imagem e, em seguida, acompanhe meu raciocínio debatendo a questão sobre a volta às aulas e preparando uma vitrine com livros que foram danificados para servir de enfeite.

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29/06/2016

As escolas enfrentam problemas muito mais por uma razão ética. Não sabem o que fazer porque desconhecem os estatutos da criança e do adolescente, apenas falam mal do que não conhecem; os educadores não sabem o que exigir dos alunos por desconhecimento do projeto; muitos ainda confundem autoridade com autoritarismo e, os alunos fazem o que pensam porque, por sua vez, desconhecem as próprias obrigações.

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21/06/2016

Nas escolas e nas salas de aula há situações difíceis de controlar para se poder definir a questão como falta de ética ou moral. Por exemplo: se algumas questões de avaliação estão acima do nível de dificuldade em relação às aulas ministradas e explicações desenvolvidas, tanto os pedagogos como os supervisores terão problemas sérios para fazer esta identificação.

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14/06/2016

Há confusões que devem ser esclarecidas e há práticas que precisam ser questionadas. A primeira delas está na própria definição de ética e a diferença entre ética e moral, onde se deve indicar, com a maior precisão possível, se a atitude do educador, assim como sua prática, está interligada a uma ou a outra. Muitas vezes em nossa linguagem coloquial dizemos que se faltou com a ética quando o ato em si feriu a moral, tanto assim é que a pessoa poderia ser penalizada conforme as normas legais estabelecidas.

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07/06/2016

Há um “ditado” pedagógico conhecido nos meios acadêmicos que afirma o seguinte: “até os oito anos, aprendemos a ler; depois, lemos para aprender”.

Da década de 1950 até hoje esse aprendizado mudou muito pouco ou quase nada, embora os recursos aplicados à educação tenham aumentado. Na década de 1950 os alunos aprovados ao final do primeiro ano não passavam de 52%. Esses, de fato, sabiam ler e escrever.

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31/05/2016

Por que ainda há quem pense que as academias de letras espalhadas por todo o país só servem para inflar o ego dos acadêmicos? A resposta é simples: num país onde a leitura é escassa, os livros são caros e o número de analfabetos puros e funcionais somados, perfaz quase 50 milhões de pessoas, a leitura e sua divulgação ficam comprometidas.

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24/05/2016

Alguém nega que uma pessoa que escreve bem é um assíduo leitor? Não há como negar. Só escreverá bem, com vocabulário adequado e variado, discorrendo sobre um assunto com lógica verbal, quem tem o costume de ler. Toda a educação de boa qualidade incentiva a leitura e a escrita. Haja vista a questão da leitura nos exames do Ministério da Educação para a educação básica: quem não conseguir ler as questões com extensos textos fará uma péssima prova.

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