Prejuízo causado no estado em 2025 superou R$ 300 milhões

Nova Friburgo, felizmente, continua com índice zero deste tipo de crime, segundo o ISP
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Henrique Pinheiro
Foto: Henrique Pinheiro
 O roubo de cargas continua sendo uma ameaça constante para caminhoneiros que circulam pelas estradas e vias expressas do Estado do Rio de Janeiro, com o registro de uma média de oito casos diariamente, a maioria na Região Metropolitana e Baixada Fluminense. A insegurança generalizada no setor não apenas amedronta os profissionais, mas também impacta diretamente a economia fluminense ao encarecer o valor do frete e os custos operacionais de transporte.

Insegurança no setor amedronta profissionais e impacta a economia com o aumento do valor do frete e custos extras das transportadoras
De acordo com levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), ao longo de todo o ano passado, as delegacias de Polícia Civil registraram 3.114 registros de roubos de carga, transformando flagrantes de violência em rotina para quem trabalha nas estradas fluminenses. Nova Friburgo, felizmente, continua sem contabilizar casos de roubo de cargas, segundo levantamento do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ISP-RJ). 

 

Prejuízos milionários e rotas de risco

 

Segundo a análise de Isaque Ouverney, gerente de infraestrutura da Firjan, o prejuízo direto causado pelas quadrilhas é estimado em R$ 314 milhões, considerando apenas o valor das mercadorias perdidas. No entanto, o custo total é maior, pois o setor precisa investir em seguros mais caros e na contratação de escolta armada. As ações dos criminosos concentram-se principalmente nos trechos urbanos das rodovias Washington Luiz (BR-040) e Presidente Dutra (BR-116) que cortam municípios da Baixada Fluminense e a Avenida Brasil, nas zonas Norte e Oeste da capital fluminense. 

Na semana passada, por exemplo, um caminhoneiro que transportava medicamentos oncológicos e canetas emagrecedoras conseguiu escapar de um assalto após ser perseguido por bandidos e acionar a polícia a tempo.

 

Estratégias de sobrevivência 

 

Diante da violência, empresários do setor buscam alternativas para tentar inibir a ação dos criminosos. O proprietário de uma transportadora sediada no Grande Rio e que já contabiliza quase 40 assaltos registrados contra sua frota, relata que o medo de ser "marcado" pelas quadrilhas é constante. Em uma tentativa de drible à criminalidade, ele revela que já transportou medicamentos em veículos adesivados como transporte de hortifrutigranjeiros.

Apesar do medo, quem trabalha no setor sente-se forçado a conviver diariamente com o risco. As polícias Militar e Rodoviária Federal mantêm operações constantes nas principais vias fluminenses, mas o volume de ataques reforça a necessidade de estratégias de segurança pública mais robustas para proteger o escoamento de produtos no estado. 

 

(Com informações da Firjan e TV Bandeirantes)
 

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