População aponta falhas, mas aprova a nova Estação Livre

Secretário de Obras reconheceu problemas apontados pelos usuários, como desnivelamento, e garantiu que todos serão solucionados
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
por Fernando Moreira (fernando@avozdaserra.com.br)
Ônibus encosta no lado Norte da Estação Livre (Fotos: Henrique Pinheiro)
Ônibus encosta no lado Norte da Estação Livre (Fotos: Henrique Pinheiro)

Exatos 214 dias após o início das intervenções, a Prefeitura de Nova Friburgo reabriu ao público o lado norte da Estação Livre, a antiga rodoviária urbana, na Praça Getúlio Vargas, na noite de terça-feira, 11. Nesta quarta-feira, 12, também foram iniciados os trabalhos no lado sul, com previsão de conclusão até o final de abril. A expectativa inicial era de que tudo estivesse pronto até o fim de dezembro passado, o que não ocorreu.

Ainda no fim da noite de terça-feira, logo após a reabertura do lado norte da Estação Livre, algumas críticas ao resultado final da obra pipocaram nas redes sociais. A maior parte das queixas era relacionada a um bolsão d’água que se forma nas baias destinadas aos ônibus.

“É uma estação ou um píer? O lago faz parte do paisagismo da obra?”, ironizou um internauta. “Olha o piscinão que se tornou a rodoviária. Isso não é uma obra de engenharia nem aqui nem na China”, completou outro. “Agora temos um piscinão no centro da cidade para tomar banho”, disse outro cidadão.

Já no fim da manhã desta quarta-feira, 12, A VOZ DA SERRA esteve na Estação Livre para conferir essas denúncias e ouvir a opinião dos usuários de ônibus sobre o novo pátio do terminal. Na ocasião também ouvimos o secretário municipal de Obras, Jeferson Aragão, que esteve no local justamente para ouvir as demandas dos usuários de ônibus.

Em geral, a população friburguense aprovou a obra: “Demorou, mas ficou muito bom. Gostei bastante. Ficou mais confortável, tem lugar para sentar. Agora pode chover a vontade. Tomara que seja feito do outro lado o mesmo que foi feito aqui”, disse a aposentada Zeni do Carmo. “Ficou boa (a obra). A rodoviária ficou mais espaçosa e a cobertura protege o passageiro até o momento do embarque. Chega de tomar chuva para entrar no ônibus”, elogiou a costureira Áurea Sá.

Quem também fez uma avaliação positiva do resultado da intervenção foi o secretário municipal de Obras, Jeferson Aragão: “Nossa avaliação é boa, mas ainda existem alguns acertos a serem feitos. Cabe ressaltar que não inauguramos a obra, apenas reabrimos o espaço para diminuir os transtornos à população. E como a partir de agora estamos iniciando a obra do lado Sul e todos os ajustes que serão necessários no lado norte, vamos fazer para dar mais conforto à população”, disse.  

Questionado sobre os bolsões d’água nas plataformas de embarque e desembarque de passageiros, Jeferson Aragão reconheceu o problema, mas garantiu que a falha será corrigida: “Realmente o nível da rua ficou mais alto que a plataforma da Estação Livre. Essa é uma das correções a serem feitas. Vamos verificar também o caimento da grelha dos bueiros para minimizar esse problema”, explicou o secretário de Obras, que completou: “Quanto à cobertura, até ontem (terça-feira) ainda tinham algumas pequenas infiltrações, mas foram corrigidas. Seguimos atentos a isso e qualquer problema que surgir faremos imediatamente a correção”, finalizou.   

Outro problema observado, porém, sem nenhuma relação com a obra e que pode ser facilmente resolvido, é o posicionamento dos ônibus nas baias de embarque e desembarque. Alguns motoristas - que ainda estão se familiarizando com a nova estrutura - paravam os coletivos longe das plataformas, obrigando os passageiros a descer o meio-fio para embarcar. Quando a manobra é feita corretamente, a escada do veículo fica na mesma altura do meio-fio, facilitando o acesso de idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Um fiscal da empresa Faol orientava os motoristas nesse sentido durante toda a manhã desta terça-feira.

Com a reabertura do lado norte e o consequente fechamento do lado sul para início das obras, os passageiros devem ficar atentos a algumas modificações no embarque e desembarque. As linhas que param no lado sul estão fazendo o embarque e desembarque na Rua Galeano das Neves - lateral do Friburgo Shopping, onde não está sendo permitido o estacionamento de veículos.

A cronologia das obras

A remodelação da área externa da antiga rodoviária urbana faz parte do “pacotão de obras” anunciado pelo prefeito Renato Bravo em fevereiro do ano passado. As intervenções, que estão custando R$ 1.032.184,16 aos cofres do município, tiveram início no dia 8 de julho do ano passado e a previsão inicial era de que as coberturas das plataformas dos lados norte e sul estivessem concluídas em cinco meses, ou seja, no início de dezembro passado. 

No entanto, quase quatro meses após o início dos trabalhos, em 24 de outubro passado, a prefeitura interrompeu as obras atendendo a uma determinação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Segundo o órgão, a Estação Livre não conta com um tombamento individual, mas está abrangida como área de entorno de bem tombado, no caso a Praça Getúlio Vargas, e não pode sofrer modificações que alterem sua volumetria e que, eventualmente, prejudiquem a leitura visual do bem tombado.

Pouco mais de duas semanas depois, em 11 de novembro, as obras foram liberadas pelo Iphan. Um ofício expedido pelo órgão informou que “em conformidade com o parecer técnico 122/2019, o Iphan aprova a proposta de intervenção”. De lá para cá as obras seguiram em ritmo lento até, enfim, serem finalizadas do lado norte, nesta terça-feira. A previsão é que a cobertura do lado sul esteja pronta até o final de abril.

 

LEIA MAIS

Na última semana operação foi realizada na Comte Bittencourt e motoristas elogiam o serviço

Ponte ameaça desabar. Moradores têm projeto já aprovado pelo Inea para obra, que só depende da prefeitura

Câmara aprova decreto legislativo e valor da tarifa pode baixar

Publicidade

Apoie o jornalismo de qualidade

Há 75 anos A VOZ DA SERRA se dedica a buscar e entregar a seus leitores informações atualizadas e confiáveis, ajudando a escrever, dia após dia, a história de Nova Friburgo e região. Por sua alta credibilidade, incansável modernização e independência editorial, A VOZ DA SERRA consagrou-se como incontestável fonte de consulta para historiadores e pesquisadores do cotidiano de nossa cidade, tornando-se referência de jornalismo no interior fluminense, um dos veículos mais respeitados da Região Serrana e líder de mercado.

Assinando A VOZ DA SERRA, você não apenas tem acesso a conteúdo de qualidade, mantendo-se bem informado através de nossas páginas, site e mídias sociais, como ajuda a construir e dar continuidade a essa história.

Assine A Voz da Serra

TAGS: obra | Transporte