Na manhã de segunda feira, 8, alunos e instrutores do Centro de Formação Profissional para a Indústria do Vestuário (Cevest), que funciona no terraço da antiga Rodoviária Leopoldina, ao lado da prefeitura, se surpreenderam com a presença de servidores da Defesa Civil realizando a desmontagem de algumas salas do espaço.
Os instrutores entraram em contato com a nossa redação e disseram que foram informados sobre a troca de parte do espaço do Cevest com a Defesa Civil que, por sua vez, deverá instalar ali a estrutura física de um projeto ao qual foi recentemente contemplada. Inicialmente, a Defesa Civil deverá ocupar o espaço do Cevest que era destinado a reuniões.
Com a desmontagem das salas, ainda de acordo com os instrutores, parte das atividades do Cevest serão transferidas para a sede da Defesa Civil municipal, no primeiro piso da antiga rodoviária. “O espaço onde hoje funciona a Defesa Civil não comporta uma escola. É inapropriado para tal”, sustentam os instrutores.
Ainda na segunda-feira, A VOZ DA SERRA questionou a prefeitura sobre o motivo da ação no Cevest - que forma mão de obra para o setor de moda íntima há mais de 20 anos - e obteve como resposta que “tratava-se de uma reorganização interna para obras de adaptação e que a intervenção não afetará os cursos que continuarão sendo oferecidos normalmente”, como informamos na edição desta terça-feira, 9.
Os instrutores, indignados, se reuniram para tentar reverter a situação que, segundo eles, aparentemente não tem retorno. “O Cevest poderá sair do seu espaço original que foi criado exclusivamente para ele em parceria com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, talvez não hoje ou amanhã, mas o espaço já está prometido para um projeto da Defesa Civil”, garantiu um instrutor.
Nesta terça-feira, instrutores do Cevest voltaram a fazer contato com o jornal e disseram terem sido comunicados que, por enquanto, o Cevest irá dividir o espaço no terraço da antiga rodoviária com a Defesa Civil que, inicialmente, irá ocupar três salas do Cevest e depois mais setores. “É uma pena, pois trata-se de um espaço que forma profissionais para o mercado de trabalho que, aos poucos, está sendo diminuído. Tememos o que pode acontecer de agora em diante”, observou o instrutor.

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