Uma nova etapa da Operação Espoliador, deflagrada nesta terça-feira (24) pela Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, mobilizou agentes em todos os 92 municípios fluminenses e resultou, até o momento, na prisão de 438 investigados por crimes patrimoniais. Em Nova Friburgo,cinco pessoas foram presas durante a ofensiva, segundo informações da 151ª Delegacia de Polícia.
A operação tem como objetivo desarticular toda a cadeia criminosa relacionada a delitos contra o patrimônio, atingindo desde líderes de quadrilhas até executores, colaboradores e receptadores que sustentam as práticas ilegais. A ação ocorreu de forma simultânea em diversas regiões do estado, reunindo equipes de todas as delegacias da Polícia Civil.
Prisões em Nova Friburgo
No município, as prisões ocorreram em cumprimento a investigações em andamento. De acordo com a Polícia Civil, duas capturas foram realizadas por meio de mandados de prisão e outras três em flagrante. A corporação não divulgou detalhes sobre a identidade dos detidos, mas destacou que as ações seguem em andamento e novas prisões não estão descartadas.
Ação em todo o estado
Entre os casos de destaque da operação está a prisão de um homem com 23 anotações criminais, sendo 14 por crimes patrimoniais, capturado por agentes da 1ª DP (Praça Mauá). Outro investigado, com 14 passagens por homicídio, receptação, roubo e extorsão, também foi preso mediante cumprimento de mandado judicial.
Na Região dos Lagos, policiais da 126ª DP (Cabo Frio) localizaram e prenderam dois foragidos da Justiça. Um deles é apontado como autor de um latrocínio no qual um idoso foi baleado durante o roubo de um veículo. Já a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática recapturou um homem condenado a oito anos de prisão por roubo. Ele havia obtido liberdade condicional, descumpriu as determinações judiciais e não retornou ao regime fechado. Após trabalho de inteligência, o foragido foi localizado e preso.
Alto índice de reincidência
Segundo o secretário de Estado de Polícia Civil, Felipe Curi, a operação reforça o trabalho contínuo de retirada de criminosos das ruas, mas evidencia o desafio da reincidência. De acordo com o delegado, mais de 60% dos presos já possuíam antecedentes criminais, o que demonstra a necessidade de medidas estruturais para evitar que investigados retornem rapidamente à prática delituosa.
Investigações e estratégia
A Polícia Civil informou que a Operação Espoliador segue a mesma estratégia das fases anteriores, com base em inquéritos conduzidos pelas unidades policiais que identificaram criminosos considerados de alta periculosidade e com mandados expedidos pela Justiça.
As investigações também apontam que parte dos roubos é fomentada por organizações ligadas ao tráfico de drogas, que expandem suas atividades para outros crimes a fim de ampliar fontes de financiamento. A corporação destacou que novas etapas da operação devem ocorrer ao longo do ano, com foco na redução dos índices de criminalidade e no enfraquecimento das estruturas que sustentam os crimes contra o patrimônio em todo o estado.

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