Jorge Luiz é o segundo maior artilheiro da história do Friburguense

Chamado de maestro pela torcida, o meia foi um dos protagonistas da campanha do clube no ano passado
quarta-feira, 04 de março de 2020
por Vinicius Gastin
Jorge em ação contra o Nova Iguaçu: meia se firma na história do Friburguense
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Do quarteto histórico do Friburguense, apenas Bidu e Ziquinha continuam em campo, porém não mais como titulares. Cadão e Sérgio Gomes já assumiram funções na comissão técnica, e com isso, as vagas de novas referências do clube estão abertas. Embora pareça que, em parte, já tenham sido preenchidas. Um dos jogadores da nova geração que já ocupa o posto de ídolo e está na história do Tricolor da Serra é o meia Jorge Luiz.

Fundamental no acesso e no título do Campeonato Carioca da Série B1, o maestro também foi primordial para a manutenção do clube na fase Seletiva para 2021. Com uma regularidade elogiável, o camisa dez quase sempre foi destaque da equipe, seja na fase da tentativa do acesso à fase principal ou no Grupo X. Além de capitão e um dos principais líderes do elenco, Jorge funcionou como um termômetro no meio, e por vezes decidiu os rumos da partida a favor do Frizão.

Toda a importância do meia para equipe comandada por Cadão pode ser demonstrada em números, que englobam todas as temporadas pelo Friburguense desde 2010. Jorge Luiz, com mais um gol decisivo, anotado na vitória sobre o Americano por 2 a 1, chegou aos 45, ultrapassou Lohan, que soma 44, e tornou-se o segundo maior artilheiro da história do Tricolor. Em toda a competição estadual, somando Seletiva e Grupo X, o capitão balançou as redes em quatro oportunidades, sendo o líder nesse quesito em 2020.

O maior artilheiro ainda é o atacante Ziquinha, com 53 gols marcados. Jorge Luiz e Lohan aparecem logo na sequência da lista, empatados em quarto lugar, enquanto os ídolos e agora técnico e auxiliar, Cadão e Sérgio Gomes, somam 41 cada. Rômulo Cabral, com 31, fecha a lista dos seis principais goleadores do Tricolor da Serra em todos os tempos.

De todos eles, Jorge é quem possui mais possibilidades de voltar a campo pelo Frizão em breve, por mais temporadas que Ziquinha, por exemplo. Essa oportunidade o torna candidato a assumir o topo da lista nos próximos anos.

Outro dado interessante que eterniza o camisa dez na história do Friburguense é a marca de 200 jogos pelo clube. Ele se junta a Sérgio Gomes, Cadão, Ziquinha e Bidu, no seleto grupo de atletas que superaram essa marca.

Chamado carinhosamente de maestro pela torcida tricolor, o meia de 31 anos chegou ao Friburguense em 2010 e, durante o período, acumulou empréstimos para diversos clubes, como Flamengo, Macaé, Sampaio Corrêa-RJ, RB Brasil-SP e, inclusive, para o próprio Volta Redonda.

Em 2017, pelo Voltaço, o meia sofreu com as lesões e só foi a campo em dez oportunidades, sem marcar gols. Em 2018, por outro lado, voltou a defender ambos. Pelo Tricolor foram 21 partidas disputadas pelo clube e dois gols marcados. Na temporada de 2019, antes do retorno ao Frizão, disputou nove jogos pelo Volta Redonda no Carioca da Série A. Jorge Luiz foi um dos protagonistas da campanha do acesso e do título da Série B1, participando de 23 dos 26 jogos do Frizão na temporada (contando também a Copa Rio).

O meia, assim como o companheiro de posição, Jeffinho, foram emprestados ao Anapolina e vão disputar o Campeonato Goiano pelo clube. Ambos possuem acordo para voltarem ao Friburguense em maio, logo após o fim da competição, mas os retornos dependem, logicamente, de outras propostas que podem surgir nesse meio tempo.

Um bom desempenho de ambos pode resultar em ofertas financeiramente superiores, o que dificultaria a vida do Tricolor – de capacidade de investimento limitada. Há ainda outros semelhantes ao da dupla no elenco que disputou a Seletiva para o Estadual 2020.

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