Depois de muita disputa política, o Governo Federal conseguiu, enfim, aprovar uma das suas principais promessas. O Senado aprovou, por unanimidade, nesta semana, o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para contribuintes que ganham até R$ 5 mil por mês. O texto ainda prevê descontos progressivos para salários de até R$ 7.350 e vai beneficiar cerca de 25 milhões de brasileiros.
Sem alterações em relação ao texto da Câmara Federal, a proposta seguiu para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e deve entrar em vigor em janeiro de 2026. A proposta havia sido enviada pelo governo em março. Para compensar a perda de arrecadação, o projeto institui uma tributação mínima progressiva, de até 10%, para contribuintes com renda anual superior a R$ 600 mil. Segundo o Governo Federal, cerca de 200 mil pessoas serão afetadas por essa nova regra, que busca corrigir distorções e aumentar a carga efetiva sobre rendas mais altas.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, celebrou a aprovação da isenção do IR e disse que a medida trará justiça social ao país. O ministro ainda afirmou que a mudança deve gerar efeitos positivos sobre a atividade econômica ao aliviar o orçamento das famílias. “Isso vai ter impacto na economia como um todo, porque o dinheiro que as famílias vão economizar reduzirá o endividamento, diminuirá a inadimplência, aumentará o poder de compra do salário e fará a economia girar mais”, observou.
Reforço na economia
A reforma do Imposto de Renda pode injetar cerca de R$ 28 bilhões na economia brasileira, o equivalente a 0,2 ponto percentual do PIB (Produto Interno Bruto), segundo estimativa apresentada por Manoel Pires, coordenador do Observatório de Política Fiscal da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Pires afirmou que a ampliação da isenção e a maior progressividade do IR tendem a estimular o consumo e melhorar a distribuição de renda, sem prejudicar o investimento produtivo das empresas.
“O impacto principal é no consumo. Quem será beneficiado tem renda mais baixa e tende a consumir mais, enquanto os contribuintes de maior renda, que financiarão a desoneração, devem reduzir pouco seu consumo”, disse.
(Fonte: Agência Meio com informações do G1, Folha e CNN Brasil)

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