Frio deve dar uma pequena trégua neste fim de semana

Mínima prevista é de 10 graus, mas a máxima não deve passar de 21
sexta-feira, 17 de julho de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Arquivo AVS
Foto: Arquivo AVS

Depois de enfrentar dias gelados e madrugadas congelantes com temperaturas próximas de zero grau, com direito a sensação de quase 6 graus negativos e formação de gelo no Pico da Caledônia, friburguenses e turistas, deverão ter um “pequeno alívio” neste fim de semana. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão é de uma pequena elevação nas temperaturas em Nova Friburgo a partir deste sábado, 18, com mínima de 10 graus e máxima de 20. No domingo, 19, os termômetros devem oscilar entre 11 e 21 graus, com sol o dia inteiro, poucas nuvens e chance zero de chuvas. 

Essa pequena trégua no frio intenso dos últimos dias se deve a um bloqueio atmosférico que impede a formação de nuvens e a chegada de novas massas de ar frio. o fenômeno assemelha-se a um enorme paredão que freia as alterações no clima em todo o centro-sul do Brasil.   

Nesta sexta-feira, 17, a temperatura mínima na região central de Friburgo foi de 6,3 graus, o mesmo registrado no loteamento Vale Radiante, uma área de altitude elevada adjacente ao Prado, no distrito de Conselheiro Paulino). Enquanto isso, em Stucky, no distrito de Mury, os termômetros registraram 5,6 graus. Em Salinas, área rural, no distrito de Campo do Coelho, onde geralmente faz mais frio, foram registrados 9,6°graus e no Pico da Caledônia, 7,5°C.

Mas por que, às vezes, a região central de Friburgo esfria mais que o Pico da Caledônia? Meteorologistas explicam que isso se deve a inversão térmica. A variação térmica entre o Pico da Caledônia e o centro de Nova Friburgo ocorre principalmente devido a um fenômeno meteorológico chamado inversão térmica, combinado com o relevo de vale e a umidade.

“Durante as noites de céu limpo e sem vento, o topo da montanha perde calor rapidamente para o espaço. O ar frio, por ser mais denso e pesado, escorre pelas encostas e se acumula no fundo do vale (onde fica a região central). Isso cria uma camada de ar mais quente retida nas altitudes intermediárias, deixando o centro mais frio que o topo”, esclarece o meteorologista ouvido por A VOZ DA SERRA.

 
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