A ornamentação do Natal 2025 em Nova Friburgo, que recebeu investimento público estimado em cerca de R$ 6,6 milhões, tornou-se alvo de fiscalização após a constatação de que parte significativa da decoração prevista em contrato não foi instalada. A apuração é do vereador Maicon Gonçalves, que afirma haver divergências entre o que foi contratado pela Prefeitura e o que efetivamente foi entregue à população.
De acordo com documentos oficiais e com o projeto apresentado no edital de contratação, diversos bairros e distritos do município deveriam receber iluminação especial, personagens temáticos e estruturas decorativas. No entanto, segundo o parlamentar, a execução foi parcial e desigual, com ausência de itens importantes em diferentes pontos da cidade.
Falta de itens natalinos
Na Praça do Suspiro, um dos principais cartões-postais de Nova Friburgo durante o período natalino, a fiscalização identificou 18 itens previstos em projeto que não estavam instalados no local. Entre os problemas apontados estão a ausência de estruturas cenográficas, iluminação incompleta e personagens natalinos que constavam no contrato, mas não foram encontrados durante a vistoria.
As falhas não se limitaram à região central. Em bairros e distritos, a situação seria ainda mais evidente. Segundo levantamento apresentado pelo vereador, ao todo faltariam 53 itens de decoração. Em Riograndina, cinco itens não teriam sido instalados; na Praça de Conselheiro Paulino, sete; em Chácara do Paraíso, dois; e em Olaria, um item previsto não foi entregue. Outros locais também apresentaram ausência de peças e decoração fora do padrão divulgado previamente.
Prazos descumpridos
Outro ponto questionado pela fiscalização é o descumprimento do prazo contratual. O edital estabelece de forma clara que toda a ornamentação natalina deveria estar instalada até o dia 4 de novembro. No entanto, a decoração foi inaugurada apenas no início de dezembro, já fora do prazo estipulado, e ainda assim de maneira incompleta.
Para o vereador, a situação ultrapassa a esfera estética ou festiva e se configura como um problema administrativo. “Quando o município investe milhões em eventos e não entrega integralmente o que foi contratado, isso deixa de ser detalhe e passa a ser um problema sério de gestão pública”, afirmou em publicação nas redes sociais.
O parlamentar destaca ainda que toda a fiscalização está sendo documentada com fotos, vídeos e comparações diretas com o projeto oficial anexado ao edital. Segundo ele, as providências cabíveis serão adotadas por meio de seu gabinete, com encaminhamentos aos órgãos de controle, como o Tribunal de Contas e o Ministério Público, para que sejam apuradas eventuais irregularidades e responsabilidades.

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