Julgamento de tabelião acusado de matar família é retomado

Trabalhos no primeiro dia do júri se estenderam até quase as 3h da madrugada. Crime bárbaro chocou Friburgo. Foram mortas a tiros a esposa dele, grávida de seis meses, e os pais dela
quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Henrique Pinheiro
Foto: Henrique Pinheiro

O julgamento do tabelião Ricardo Pinheiro Jucá Vasconcelos, 44 anos, acusado de assassinar a esposa grávida, a juíza de paz, Nahaty Gomes Mello, 33 anos, e os sogros Rosemary Gomes, 67 anos, e Wellington Gomes Mello, de 75, em agosto de 2021, foi retomado na tarde desta quarta-feira, 10. Jucá chegou ao Fórum Juiz Rivaldo Pereira Santos, na Avenida Euterpe Friburguense, ainda na manhã de terça-feira, 9, quando teve início o julgamento. No primeiro dia foram ouvidos os policiais que atuaram na ocorrência, no dia do crime, e as testemunhas de acusação e defesa. Os trabalhos se estenderam até às 2h50 da madrugada desta quarta.    

O julgamento é conduzido pela juíza da 1ª Vara Criminal de Nova Friburgo, Simone Dalila Nacif Lopes. A sentença de Jucá caberá a um júri popular composto por sete moradores de Nova Friburgo. Se condenado, a pena poderá chegar a mais de 80 anos de prisão. No entanto, até o fechamento desta edição, o julgamento ainda não havia terminado. 

Jucá responde por três homicídios qualificados e aborto provocado, já que Nahaty estava grávida de seis meses quando foi brutalmente assassinada a tiros na casa da família, no bairro Cônego, na cama do casal. A mãe dela, Rosemary, foi executada em outro cômodo. Baleado, Welllington morreu semanas depois, no hospital.    

A defesa de Jucá alegou inicialmente que ele sofrera um surto psicótico e, portanto, seria considerado inimputável. Essa sustentação foi baseada em um laudo do Instituto Heitor Carrilho, que apontou “incapacidade de discernimento no momento do crime”, mas o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) rejeitou essa possibilidade e determinou a realização do julgamento.    

 

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