Rio das Ostras segue com quiosques e praias liberados com restrições

Em Búzios, fiscais frustram festa secreta para 110 pessoas em barco. Já prefeitura do Rio proíbe festas de réveillon em todas as praias da capital
segunda-feira, 28 de dezembro de 2020
por Adriana Oliveira (aoliveira@avozdaserra.com.br)
A fiscalização em Búzios (Divulgação Prefeitura de Búzios)
A fiscalização em Búzios (Divulgação Prefeitura de Búzios)

Os friburguenses com vontade de passar o réveillon nos costumeiros destinos praianos devem redobrar a atenção neste fim de ano pandêmico.

Com 3.921 casos confirmados desde o início da pandemia, 117 mortes, 46 novos casos em um dia e 87,5% dos leitos clínicos e 100% dos leitos de UTI ocupados às vésperas do Natal, Rio das Ostras segue com quiosques e praias funcionando neste fim de ano, mas com restrições.

Segundo relatos de leitores, quiosques estão fechando apenas a partir das 18h, para evitar aglomerações noturnas. O acesso às areias é praticamente normal durante o dia, desde que os banhistas levem suas próprias cadeiras, já que elas não estão sendo oferecidas pelos quiosques. 

Por decreto municipal, festas de réveillon estão proibidas em locais públicos, assim como fogos, mesmo privados, nas praias, onde também não será permitida a montagem de tendas este ano.

Já em Búzios, onde a prefeitura conseguiu reverter o lockdown que havia sido decretado pela Justiça, permanece valendo o decreto de 10 de dezembro, que estabelece a ocupação máxima de 50% nos estabelecimentos comerciais e possibilita a entrada de turistas na cidade mediante apresentação de QR Code. As praias estão liberadas, mas festas e shows na cidade foram cancelados antes do Natal.

No último sábado, 26, no entanto, fiscais de Posturas e de Meio Ambiente da Prefeitura de Búzios notificaram os organizadores de uma festa intitulada “Réveillon Secreto”, que aconteceria num catamarã, a cancelarem imediatamente o evento. Contrariando os decretos municipais que determinam redução da capacidade máxima de ocupação de embarcações e proíbem festas, eventos e shows com cobrança de ingresso, a festa previa a aglomeração de 110 pessoas pagantes, com show de DJ, e serviço de comida e bebidas.

Alertados por denúncias, os fiscais verificaram anúncios do evento que circulavam em grupos restritos de whatsapp e internet. Chamou a atenção dos agentes públicos, a divulgação de texto destacando a impossibilidade de a festa ser anunciada nas redes sociais, para justamente não chamar a atenção da prefeitura.

O balneário mais famoso do estado contabiliza 2.642 casos totais e 28 óbitos desde março. 

Rio de Janeiro

Já na capital, a Prefeitura do Rio decidiu nesta segunda-feira, 28, estender para toda a orla da cidade, e não apenas Copacabana, a proibição de festas de réveillon na areia. Segundo o blog de Edmilson Ávila no portal de notícias G1,  a fim de evitar aglomerações, serão montadas barricadas em pontos-chave da cidade, como o Cebolão da Barra.

Dentro desse pacote de restrições, o metrô anunciou que no dia 31 as linhas vão parar de circular às 20h. Será a primeira vez desde 1998, quando o metrô chegou a Copacabana, que não haverá operação dos trens na virada.

Na semana passada, o prefeito em exercício do Rio, vereador Jorge Felippe (DEM), já tinha determinado o fechamento dos acessos a Copacabana e proibido a queima de fogos e equipamentos de som.

 

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